quarta-feira, 10 de agosto de 2022
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Homem mascarado aterroriza moradores de Cachoeiro de Itapemirim

Um homem de 41 anos foi identificado pela Delegacia Especializada de Infrações Penais e Outras (Dipo), de Cachoeiro de Itapemirim, como “homem mascarado”, que aterrorizou moradores do Centro da cidade com uma faca na noite de 23 de junho. O acusado vai responder em liberdade pelos crimes de ameaça e constrangimento legal.

De acordo com a corporação, a investigação teve início a partir de dois vídeos que começaram a circular nas redes sociais no dia 24 de junho. Neles, um homem mascarado e armado com um facão abordava pessoas desconhecidas nas ruas fazendo questionamentos e ameaçando feri-las.

“Duas vítimas compareceram à delegacia e representaram contra o autor, pois se sentiram constrangidas e ameaçadas com tal abordagem. O homem questionava coisas como o nome e o que as pessoas estavam fazendo ali. Ninguém é obrigado a dar informações pessoais, a menos que o questionamento venha de uma autoridade e que haja fundada suspeita”, explicou o titular da Dipo de Cachoeiro de Itapemirim, delegado Rafael Antun.

A investigação foi complexa, pois a imagem identificava apenas o veículo usado nas abordagens, que pertence a uma locadora e outras pessoas também utilizaram o veículo na data dos fatos. Após diligências, o autor dos vídeos acabou sendo identificado e, na última sexta feira (8), um policial foi até a casa dele intimá-lo para prestar depoimento.

“Era apenas brincadeira”

No mesmo dia, o investigado se apresentou na delegacia afirmando que o objetivo dele era fazer uma brincadeira. Em depoimento, alegou ter gravado os vídeos e depois compartilhado em um grupo. As imagens foram passadas para frente. Nesta terça-feira (12), ele retornou à delegacia e entregou a máscara e o facão utilizados nas abordagens. 

“Abordar pessoas nas ruas, fazendo ameaças e constrangendo, não pode ser considerado uma brincadeira, pois tais ações podem produzir consequências graves. O inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário. No entanto, se mais alguém tiver sido vítima desses atos e desejar representar criminalmente, deve se dirigir à delegacia e formalizar a representação, que será juntada aos autos”, orientou o delegado.

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