sexta-feira, 24 de junho de 2022
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Polícia investiga quadrilha que forjava documentos para dar golpe em aposentados do INSS

Uma quadrilha especializada em forjar documentos para aplicar golpes em aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Previdência Social (INSS) está sob investigação. Seis pessoas são suspeitas de integrar a organização criminosa, sendo um de Vila Velha, um de Guarapari e quatro de Brasília.

De acordo com a polícia, o grupo é comandado por Juacy Ribeiro da Silva, que usava o nome falso de Régis. Os demais suspeitos de integrarem o bando são Taymara Pires Ribeiro, Juliana Teixeira de Melo, Rosendo dos Santos Fernandes, Uarison Oliveira Menezes e Antônio Robson Santiago da Costa. Todos foram indiciados.

As investigações tiveram início com a prisão de Taymara, em fevereiro deste ano, em um banco de Muquiçaba, em Guarapari. Segundo a Polícia Civil (PC), uma funcionária da agência bancária desconfiou do comportamento da suspeita ao tentar retirar o dinheiro. A atendente identificou que o número de telefone usado no comprovante de residência apresentado era falso.

O banco procurou a PC, que efetuou a prisão em flagrante de Taymara. Os policiais descobriram no celular da mulher sua ligação com Antônio, que também levantou suspeitas ao tentar, segundo os investigadores, recrutar o gerente do banco para a prática criminosa.

Na casa utilizada pelos dois, os investigadores encontraram vários papeis que seriam utilizados para forjar identidades falsas e demais documentos das vítimas. Uma das pessoas lesadas pela quadrilha mora na Região Norte do Estado.

O superintendente da Polícia Federal (PF) no Espírito Santo, delegado Eugênio Ricas, disse à imprensa que, além dos documentos, foi encontrado também uma espécie de dossiê de cada uma das vítimas do bando. Em comum, todas eram pensionistas do INSS.

Os criminosos miravam pessoas com idades entre 30 e 50 anos em diferentes estados brasileiros. Estimativas dos investigadores dão conta de que a quadrilha gerou um prejuízo de aproximadamente R$ 200 mil.

A polícia investiga agora como o bando conseguia as informações, mas a hipótese dos investigadores é de que servidores do INSS repassavam dados das futuras vítimas.

Os envolvidos com a organização criminosa foram autuados por estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, organização criminosa e falsificação de documentos públicos e são réus.

Rosendo e Uarison tiveram a prisão decretada, mas são considerados foragidos da Justiça. Juacy é alvo de um mando de busca e apreensão. Taymara é a única dos investigados que está presa. Juliana não teve a prisão decretada.

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