quinta-feira, 19 de maio de 2022
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Secretaria de Saúde investiga dois casos suspeitos de hepatite aguda em crianças

Uma hepatite de origem misteriosa vem preocupando autoridades de saúde no Brasil e no mundo. No Espírito Santo, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) investiga casos suspeitos da doença em duas crianças. Em nível nacional, o Ministério da Saúde apura 16 outros casos.

O estado de saúde dos pacientes é estável e eles estão em monitoramento, segundo informou a Sesa. Contudo, a pasta destaca que, até o momento, os casos investigados no Espírito Santo não apresentam as mesmas características dos registrados ao redor do mundo.

De acordo com a Organização Munidial de Saúde (OMS), mais de 20 países já confirmaram cerca de 300 casos dessa hepatite aguda de origem desconhecida, a maioria em crianças com idade entre 2 e 5 anos.

Autoridades médicas desses lugares relataram que a doença pode exigir transplante de fígado e impõe risco de morte. No Brasil, até o momento, não há confirmação dessa forma aguda da doença.

Origem desconhecida e sintomas

A OMS destacou que a nova forma da doença não tem relação com as vacinas da Covid-19, mas investiga, entre outras coisas, a possibilidade de ligação com o adenovírus e o coronavírus.

Segundo a organização, a hepatite é uma inflamação do fígado causada por vários vírus infecciosos e agentes não-infecciosos. Essa infecção pode acarretar diversos problemas de saúde que, em caso de agravamento, pode resultar em óbito.

O desconhecimento em torno dessa nova forma da doença se dá porque os vírus que costumam causar a hepatite viral aguda (vírus da hepatite A, B, C, D e E) não foram detectados nos casos até agora confirmados. O fato da enfermidade se dar de maneira repentina e grave em crianças saudáveis é considerado incomum.

Sintomas

Problemas gastrointestinais como dor abdominal, diarreia, vômito, aumento dos níveis de enzimas hepáticas e icterícia (pele e olhos amarelados) são os sintomas mais comuns.

Dado o desconhecimento da origem dessa forma de hepatite aguda, o tratamento até agora desempenhado não passa de procedimentos que buscam aliviar os sintomas e, nos casos graves, da estabilização do paciente.

Como se prevenir

A forma de se prevenir da hepatite é manter cuidados básicos de higiene, como lavar as mãos e cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Essas medidas têm fundamento também na proteção contra o adenovírus, que pode causar diarréia, vômito e problemas respiratórios.

Embora a síndrome atinja pacientes de até 16 anos de idade, a maioria dos casos está na faixa de 2 a 5 anos. O quadro das crianças europeias é de infecção aguda e a maior parte delas não havia se vacinado contra o coronavírus, o que descarta a princípio algum tipo de relação entre a doença e a imunização.

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