sexta-feira, 6 de maio de 2022
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Abandono de unidade de saúde vira alvo de investigação

O abandono da unidade de saúde da Rede Cuidar construída pelo Governo do Estado no município de Domingos Martins virou alvo de representação no Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) e no Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES). A obra teve investimento de R$ 4.378.032,22 e a previsão de começar a atender o público era para 2019, o que não se concretizou.

O deputado estadual Sergio Majeski (PSDB) solicitou Medida Cautelar determinando que o Poder Executivo tome providências imediatas para o início das atividades do espaço. Dando, assim, utilidade ao bem público, e que a Corte de Contas tome as medidas necessárias para responsabilizar os envolvidos no atraso das obra.

“No ano passado fizemos um requerimento de informações oficiais ao Governo para saber a situação da unidade. Responderam que ela entraria em funcionamento ainda em 2021, já com dois anos de atraso. Agora em abril fomos pessoalmente verificar a situação e o prédio continua fechado. Enquanto isso, a população que seria beneficiada continua tendo que buscar atendimento especializado principalmente na Grande Vitória”, destaca Majeski.

Construída às margens da BR 262, na localidade conhecida como Fazenda do Estado, em Domingos Martins, a unidade da Rede Cuidar teria abrangência para atender também cidadãos dos municípios de Afonso Cláudio, Brejetuba, Castelo, Conceição do Castelo, Ibatiba, Marechal Floriano e Venda Nova do Imigrante, que juntos têm cerca de 197 mil habitantes.

Esta é a única unidade que ainda não entrou em operação. As outras quatro, instaladas nos municípios de Guaçuí, Linhares, Nova Venécia e Santa Teresa, já estão em funcionamento. O propósito da rede é oferecer consultas e exames especializados mais perto do local de moradia dos usuários do Sistema Único de Saúde.

Além dos R$ 4,4 milhões de recursos públicos investidos na obra, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, a compra dos equipamentos e mobiliário custou cerca de R$ 1,2 milhão, mas para evitar depreciação, tudo foi remanejado para outras unidades assistenciais da rede estadual.

Até o fechamento desta matéria, a Secretaria de Saúde (Sesa) não havia se pronunciado sobre o assunto.

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