sábado, 23 de abril de 2022
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Manifestantes alertam para impunidade e pedem justiça em Camburi

 

O início da noite foi de manifestação na orla da praia de Camburi,  em Vitória, nesta terça-feira (19).

Três dias após a morte da ciclista Luisa Lopes,  atropelada e morta na via, familiares e amigos da estudante, que também era modelo e tinha 24 anos, interditaram a faixa de rolamento onde ocorreu o acidente.

Os manifestantes pediram justiça e perguntaram por que a motorista acusada de causar o acidente deixou a cadeia antes do fim da apuração do caso.

Durante o protesto, os manifestantes desenharam, no asfalto, o contorno de um corpo humano, como se fosse o corpo de Luísa estirado no chão.

Agentes da Guarda Municipal de Vitória  orientaram os motoristas. Por causa do acúmulo de veículos, as ruas de Jardim da Penha e de bairros vizinhos ficaram com trânsito lento.

Segurando cartazes e acompanhados de um trio elétrico, os familiares e amigos de Luísa Lopes pediram por justiça. Segundo a polícia, a motorista suspeita de provocar o acidente, a corretora de imóveis Adriana Felisberto Pereira, de 33 anos, apresentava sinais de embriaguez no momento do atropelamento.

Ela foi presa logo após o acidente, mas acabou sendo solta após pagar uma fiança de R$ 3 mil. A defesa dela alega que um outro veículo Os manifestantes se reuniram, por volta das 15 horas, no campus de Goiabeiras da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), onde a jovem cursava o último período de oceanografia.

Por volta das 18 horas, o grupo iniciou uma caminhada pelas ruas de Jardim da Penha, e seguiu em direção ao local do acidente, na Dante Michelini.

Imagens registradas por câmeras de videomonitoramento da avenida flagraram o momento do acidente que resultou na morte de Luisa Lopes.

De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança Urbana (Semsu), em uma análise preliminar, a ciclista estava no canteiro da avenida e, ao atravessar fora da faixa de pedestres, foi atingida por um carro que seguia no sentido Serra, quando o semáforo estava aberto para a passagem de veículos.

A defesa da motorista alega que testemunhas teriam contado que outro carro teria provocado o acidente e que Luísa teria sido arremessada no veículo de Adriana.

Após a divulgação dos vídeos, o advogado disse que irá aguardar a conclusão do inquérito pela polícia.

 

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