quinta-feira, 19 de maio de 2022
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Ex-ministro do MEC atira acidentalmente dentro do aeroporto de Brasília

O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro teve de prestar depoimento à Polícia Federal nesta segunda-feira (25), em Brasília, mas não sobre a confissão de que priorizava liberação de verbas do MEC para prefeituras indicadas por pastores a pedido do presidente Jair Bolsonaro (PL). Na verdade, Milton Ribeiro teve de depor após sua arma de fogo disparar, acidentalmente, no balcão de uma companhia aérea no aeroporto do Distrito Federal.

Pastor, o ex-ministro foi levado à Superintendência da PF no terminal aeroviário e relatou que o disparo ocorreu de forma acidental e alegou que, dada a existência de outros objetos em sua pasta, havia pouco espaço para manusear a arma.

“O declarante, com medo de expor sua arma de fogo publicamente no balcão, tentou desmuniciá-la dentro da pasta, ocasião em que ocorreu o disparo acidental”, diz trecho do relatório da PF.

No depoimento, Ribeiro disse que a bala atravessou o coldre e a pasta em que estava guardando, terminando por se espalhar no chão. O modelo da arma não foi divulgado.

O ex-ministro contou ainda que, no momento, por volta das 17h, uma atendente da companhia aérea Latam era a única pessoa que estava perto no momento do disparo. O voo de Ribeiro, com destino a São Paulo, estava previsto para 19h50.

Segundo o depoimento, após o fato, “o próprio declarante indagou as pessoas que foram ao local do incidente se alguém havia sido atingido pelos estilhaços; momento em que não apareceu qualquer vítima”.

Irregularidades

Milton Ribeiro pediu exoneração do MEC em 28 de março deste ano. Ele não resistiu a pressões da oposição e até mesmo de aliados do governo federal após a revelação de que priorizava repasse de verbas para municípios indicados por pastores. Em gravação obtida pelo jornal Folha de São Paulo, ele afirma que seguia pedido do presidente Bolsonaro.

Os responsáveis pelas indicações seriam os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, que não possuem cargo no MEC. Após a revelação do áudio, prefeitos começaram a relatar publicamente que ambos pediram propina para a liberação das verbas, pois os religiosos garantiam ter poder nas decisões da pasta. Segundo os delatores, houve pedido de propina até em barra de ouro.

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