sexta-feira, 6 de maio de 2022
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Espírito Santo: Setor de Saúde se fortalece com investimentos durante a pandemia 

As reviravoltas ocorridas no mundo em função da pandemia de Covid-19 também afetaram o Espírito Santo. Mas o governo do Estado logo entendeu a gravidade da situação e passou a investir na melhoria das condições de atendimento médico. A estratégia, além de dar certo, diminuindo o impacto da doença com o tratamento adequado antes da fase aguda, ainda deixou uma rede hospitalar de referência mais equipada e preparada para atender a população.

A guerra contra o coronavírus ainda não acabou. Mas já conseguimos enxergar uma luz no final do túnel. Haja vista que recentemente o governador Renato Casagrande liberou o uso da máscara e vários seguimentos já estão dando sinais de retomada. Para entender melhor esse cenário, o MovNews conversou com o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, e nessa reportagem vai mostrar todos os investimentos que foram feitos no setor, o avanço na vacinação, os planos para o futuro e o legado que a pandemia deixou para os capixabas.

Plano de ação

Já vamos começar com boa notícia. A Secretaria da Saúde informa que os leitos ampliados para a Covid-19 continuarão fazendo parte da oferta para o tratamento de outras doenças e para ampliação dos procedimentos cirúrgicos eletivos.

Durante a pandemia, o governo instituiu o Painel Covid-19, o que que deu total transparência aos dados da pandemia no Estado, mostrando inclusive o número de leitos disponíveis.

A unidade hospitalar com maior oferta de vagas durante a pandemia foi o Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, que se tornou referência estadual no atendimento a pacientes de Covid-19. O hospital passou de 47 leitos de UTI antes da pandemia para 258. O número de funcionários também cresceu: foi de 1.904 para 2.539.

Outros hospitais da rede própria também tiveram aumento significativo de leitos como:

  • Hospital Estadual de São José do Calçado;
  • Hospital Estadual de Jerônimo Monteiro;
  • Hospital Estadual João dos Santos Neves, em Baixo Guandu;
  • Hospital Alceu Melgaço, em Barra de São Francisco;
  • Hospital Estadual de Vila Velha,
  • Hospital Estadual Roberto Silvares, em São Mateus.

Hospitais contratualizados também receberam repasse do Governo para ampliação de leitos SUS, que continuarão atendendo a rede mesmo depois do fim da pandemia.

Vacinas

Como alguns municípios capixabas não possuíam instalações adequadas para armazenar vacinas, o governo do Espírito Santo realizou uma série de investimentos na área da saúde pública como, por exemplo, nas Centrais Estadual, Regionais e Municipais de Rede de Frio e salas de vacinação do Estado. Ao todo, entre janeiro de 2020 e novembro de 2021, foram empenhados R$ 1.657.050  (R$ 1,6 milhão) para compra de equipamentos e melhoria da estrutura para armazenamento e conservação de imunobiológicos.

“Todo o legado conquistado durante a pandemia como a ampliação de leitos, o investimento nas unidades e no processo regulatório, a unidade institucional (executivo,  legislativo e judiciário), a coesão social, dentre outros, não se perderá”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes.

Mais leitos

De acordo com o secretário, todas as regiões do Estado tiveram ampliação da oferta de leitos na rede própria, privada e contratualizada.  A chegada e intensidade das ondas foi o que determinou a criação de novos leitos em cada momento da pandemia. E, de acordo com o secretário, os investimentos em vários hospitais permanecerão.

Com o controle da pandemia, a meta agora do governo do Estado é dar continuidade à ampliação e qualificação da rede de saúde, inovando e modernizando ainda mais o SUS capixaba.

Desafios

Ainda de acordo com Nésio Fernandes, o principal desafio durante a pandemia para o governo foi reduzir no limite máximo o número de mortes, com disponibilidade de leitos, estímulo à adoção de medidas de proteção e a vacinação.

“A permanência de boa parte dos leitos ampliados durante os dois anos de pandemia, a qualificação dos processos regulatórios, a melhoria da atenção ambulatorial na atenção básica e na média complexidade foram fundamentais e continuarão sendo executadas”, disse Fernandes.

Para o secretário, a vigilância em saúde vai permanecer por muito tempo e estará sempre atenta ao comportamento epidemiológico da Covid-19.

“Vivemos uma fase de queda sustentada no número de casos, mas não quer dizer que a pandemia acabou, precisamos continuar atentos e principalmente aumentando cada vez mais a cobertura vacinal”, disse.

Vacinação e parcerias

A Sesa, por meio de nota, disse ainda que o Estado segue junto aos municípios elaborando estratégias para alcançar todo o público alvo com a vacinação, considerada essencial para reduzir o poder de contágio e morte da síndrome. A cobertura vacinal da Covid-19 na população em geral está em mais de 90% de aplicação da primeira dose e 81% da segunda dose.

Os percentuais das coberturas vacinais no Estado podem ser analisados na Plataforma Vacina e Confia, em “Monitoramento de Vacinação” – no final da página principal: https://www.vacinaeconfia.es.gov.br/cidadao/

Os dados sobre público-alvo, faixa etária e doses aplicadas são atualizados a cada 10 minutos.

Para o governo, a vigilância contínua para antecipar cenários, ampliação eficaz da oferta de leitos, massificação das medidas protetivas não farmacológicas e vacinação são a chave para o sucesso.

“Durante a pandemia da Covid-19, o governo do Estado lançou portaria instituindo a estratégia “Leito para Todos”. Obras já previstas no Planejamento Estratégico da Secretaria da Saúde foram antecipadas, ampliações e adequações realizadas na rede estadual e filantrópica, bem como contratações na rede privada. Esse trabalho fez com que a rede hospitalar saltasse de 630 leitos de UTI, em 2018, para 1.246, em 2022”, encerrou Nésio Fernandes.

Casos de covid registrados no Brasil e no ES na última semana (23/04)

 

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