domingo, 24 de abril de 2022
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Adolescente de 15 anos é baleada na boca por marinheiro dentro de motel, no interior do Pará

Uma adolescente de 15 anos está internada em estado grave após levar um tiro na boca, disparado por um marinheiro, na cidade de Vigia, Nordeste do Pará. Após fazer duas cirurgias, e mesmo em estado grave, a jovem relatou ao padrasto neste domingo (24) que o militar “colocou a arma dentro de sua boca e atirou”.

De acordo com a Polícia Civil, o autor do disparo é Gabriel Norberto de Almeida Lobo. Ele foi preso em flagrante, e está no Comando do 4º Distrito Naval, em Belém. Foi arbitrada uma fiança de R$ 60,6 mil  para o marinheiro poder responder ao processo em liberdade, entre outras medidas restritivas. Outro marinheiro que estava junto no momento do crime, o 1º sargento Diógenes, suspeito de ser o dono da arma, está foragido.

A jovem, que estava com uma amiga de 14 anos, recebeu uma carona de dois marinheiros que estavam de serviço na cidade de Vigia. Após levarem as duas para um motel, e elas se negarem a tirar a roupa e manter relações sexuais com os marinheiros, um deles sacou uma arma e deu um tiro que atingiu a boca de uma delas.

A adolescente foi internada na UTI do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência em Ananindeua, na região metropolitana de Belém. O estado de saúde dela é grave, segundo boletim médico divulgado neste domingo (24). Ela fez duas cirurgias e terá que fazer uma terceira. A bala está alojada na coluna da jovem.

Motel diz que marinheiros burlaram controle de acesso

O motel “Chamego”, em Vigia, nordeste do Pará, divulgou uma nota neste sábado (23) sobre o caso. De acordo com o estabelecimento, os marinheiros burlaram o controle de acesso do motel na última quinta-feira (21), feriado de Tiradentes, para entrar no local com as adolescentes.

Em nota enviada ao site “G1”, a Marinha do Brasil disse que tomou conhecimento, lamenta o caso, e afirma que o marinheiro deve responder pelos atos perante à Justiça.

“A MB lamenta o ocorrido e reitera seu firme repúdio a condutas e atos ilegais que atentem contra a vida e a honra, além dos princípios militares” e “reforça, ainda, que não tolera tal comportamento e que irá colaborar com os órgãos responsáveis pela investigação”, de acordo com um trecho da nota.

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