quinta-feira, 19 de maio de 2022
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Pessoas com Síndrome de Down só querem autonomia, respeito e inclusão no mercado de trabalho

Eles são dóceis e carinhosos. Quando sorriem, seus olhos ficam pequenininhos. Têm muita personalidade e sensibilidade nas suas atitudes. O dia 21 de março é conhecido como Dia Internacional da Síndrome de Down.

As pessoas com Síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, têm 47 cromossomos em suas células, em vez de 46, como a maior parte dos humanos.

O que eles buscam é conquistar autonomia, respeito e inclusão no mercado de trabalho, serviços de saúde com qualidade, lazer e entretenimento, seja para dançar, ouvir uma boa música e ter sempre o apoio da família e amigos.

Um casal lindo chama a atenção. Há três anos e cinco meses, os olhares se encontraram e juntos estão formando uma família. A história de Felipe e Maria Clara poderia dar enredo de novela. Ele é DJ e auxiliar administrativo e ela é chef confeiteira.
Um amor que vence o preconceito e mostra que tudo vale a pena quando está ao lado de quem se ama. Eles foram o primeiro casal com Síndrome de Down a se casar no Espírito Santo.

A nossa paixão foi à primeira vista. Somos almas gêmeas. Para mim, o nosso casamento significa união. Desejo sempre estar ao lado dela. Sou muito apaixonado por Maria Clara”, disse Felipe Ribeiro Lima, 29 anos.

Ele sempre me ajuda muito. Adoro cuidar e apoiá-lo nas suas decisões. Nosso casamento foi muito maravilhoso. Sou muito feliz ao lado dele”, menciona Maria Clara Ribeiro, 26.

Maria Clara e Felipe moram atualmente sozinhos e pensam em ter filhos no futuro: “Queremos sim ter nossos filhos. Mas, agora, vai depender mais dele”, declara Maria Clara.

“Um amor puro, amor sem preconceito. Um amor verdadeiro. O amor deles é sem barreiras. Foi lindo e um presente de Deus estar ao lado dos amáveis Felipe e Maria Clara nesse dia tão esperado por eles. Foi muito emocionante”, recorda a cerimonialista do casório deles, Denise Tomasi.

Potencialidades
“Temos que mostrar para a sociedade que pessoas com Síndrome de Down existem enquanto cidadãos de direitos e deveres. Temos que tirá-los da posição de invisibilidade e mostrar que eles podem e devem conquistar seus direitos. Temos que dar oportunidades para todos valorizando suas potencialidades. Sempre respeitando cada ritmo, cada tempo e cada particularidade. Afinal, não existe uma sociedade padronizada, todos somos diferentes e é essa diferença que nos torna únicos”, explica a co-fundadora e atual presidente da Vitória Down, Lisley Sophia Nunes Dias.

Autonomia
“A importância deste Dia Internacional da Síndrome de Down é um marco para conscientizar e dizer que a luta ainda existe. Queremos garantir a eles mais visibilidade e que eles alcancem seus espaços com mais autonomia e sejam protagonistas da sua história”, disse o presidente da Federação das Apaes do Estado do Espírito Santo, Vanderson Pedruzzi Gaburo

Inclusão social
“Ainda temos uma sociedade um pouco preconceituosa e faltam políticas públicas que deem apoio e respeito às pessoas com Síndrome de Down. Desejamos que elas tenham condições de trabalho, lazer, entretenimento e saúde. Para que elas vivam de uma maneira digna e respeito que tanto precisam. Conquistando seus espaços, com inclusão social e construindo oportunidades”, reconhece o presidente da Federação das Apaes.

Atualmente, existem 39 Apaes e duas coirmãs (filiadas) do Espírito Santo: Vitória Down e Amaes. Juntas, atendem mais de 9 mil usuários e suas famílias. Destes, 550 são pessoas com Síndrome de Down. Existem 250 profissionais envolvidos.

A Federação das Apaes do Estado do Espírito Santo tem como objetivo que a pessoa com Síndrome de Down acesse o mercado de trabalho.

O desenvolvimento das pessoas com Síndrome de Down está ligado ao estímulo e incentivo que recebem dos familiares e amigos, principalmente nos primeiros anos de vida. É essencial que a criança frequente escola regular para desenvolver suas potencialidades e particularidades, dentro dos limites que a síndrome impõe.

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