terça-feira, 17 de maio de 2022
21.9 C
Vitória

Mais de 328 mil empregos com carteira assinada no Brasil em fevereiro

O capixaba Carlos Eduardo Costa, de 27 anos, é um dos 328.507 brasileiros que conseguiram uma vaga de trabalho com carteira assinada em fevereiro deste ano, período considerado de retomada pós pandemia. Os dados estão no Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados nesta terça-feira pelo Ministério do Trabalho e Previdência.

O resultado é o saldo entre admissões e demissões registrado no Brasil. Ao todo foram 2.013,143 admissões contra 1.684,636 desligamentos.

Carlos Eduardo estava desempregado há 2 anos desde que a loja de informática em que trabalhava como gerente, em Vila Velha, faliu devido ao avanço da pandemia de Covid-19. Mas agora o jogo virou e ele voltou a sorrir. “Consegui voltar ao mercado de trabalho e na minha área, que é o varejo de tecnologia. Tenho curso superior e me qualifiquei nestes últimos dois anos. Estou emocinado”.

Apesar dos números otimistas, o resultado é pior do que o comparado ao mesmo período do ano passado, quando foram criadas 397.463 vagas de emprego.

Com as mudanças metodológicas implementadas em 2020, o Caged aponta que não é adequado comparar os dados atuais com os da série histórica anterior, que vai até 2019.

Com os números de fevereiro, o saldo de contratações acumulado em 2022 está positivo em 478.862 postos, resultado de 3.818.888 admissões e 3.340.026 desligamentos. No entanto, é pior do que o registrado no mesmo período de 2021, quando foram criadas 651.756 vagas.

Otimismo

Já em 2022 a projeção mediana do mercado é de abertura de 925 mil postos de trabalho de Norte a Sul do Brasil.

Segundo a pesquisa, todos os setores produtivos cresceram e geraram emprego formal. Os dados mostram que o segmento de serviços é o campeão de contratações, com 215.421 vagas. Já na indústria foram abertos 43 mil postos de trabalho. Na agricultura (17.415), construção (39.453) e comércio (13.219).

Salário encolheu

No recorte regional, o Sudeste criou 162.442 vagas no mês e o Sul abriu 82.898 postos. O saldo ficou em 40.930 no Centro-Oeste, 28.085 no Nordeste e 12.727 no Norte. Com relação ao salário médio de contratação, houve recuo em fevereiro após alta registrada no mês anterior. O valor ficou em 1.878,66, ante 1.939,80 em janeiro. Na comparação com fevereiro do ano passado, também recuou, pois o salário de admissão estava em R$ 1.926,36 naquele mês.

O secretário executivo do Ministério do Trabalho e Previdência, Bruno Dalcolmo, afirmou que foi a primeira vez que o total mensal de admissões superou 2 milhões de vagas, considerando a série com declarações feitas dentro do prazo.

Dalcolmo ponderou que cerca de 715 mil trabalhadores estavam em período de garantia provisória de emprego em fevereiro após terem jornadas e salários reduzidos ou contratos suspensos.

Para o secretário, como o cenário de aceleração do mercado de trabalho em 2021 foi atípico por conta da recuperação da atividade após a pandemia de Covid-19, dificilmente os próximos dados de emprego formal serão mais fortes que os observados no ano passado.

“É natural que se espere alguma desaceleração no ritmo de contratação em relação ao ano passado, as empresas não continuarão contratando nesse ritmo para sempre”, afirmou.

Trabalhadores de aplicativo

Na entrevista, Dalcolmo disse ainda que o governo apresentará em breve medida para regulamentar a atividade de trabalhadores de aplicativos, com o objetivo de oferecer inclusão previdenciária e “proteções mínimas”. Outro eixo deve tratar da formalização de trabalhadores rurais e combate ao tráfico de pessoas.

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e

Desempregados consideram os trabalhadores com carteira assinada, isto é, não inclui os informais.

 

Com isso, os resultados não são comparáveis com os números do desemprego, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad).

 

Os números do Caged são coletados das empresas e abarcam o setor privado com carteira assinada, enquanto que os dados da Pnad são obtidos por meio de pesquisa domiciliar e abrangem também o setor informal da economia.

- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Moderação de comentário está ativada. Seu comentário pode demorar algum tempo para aparecer.

Relacionados

- Publicidade -