quinta-feira, 19 de maio de 2022
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Idosos vão poder tomar 4ª dose contra Covid-19 e vacina contra Influenza ao mesmo tempo

Mais uma importante etapa no enfrentamento ao novo Coronavírus. O governador Renato Casagrande abriu hoje (21) a vacinação da quarta dose contra a Covid-19 no Espírito Santo. Poderão receber a vacina idosos com mais de 60 anos com os imunizantes da Jansen, AstraZeneca ou Pfizer. A distribuição das doses aos municípios vai se iniciar na próxima quarta-feira (23), cabendo a cada município informar a data de início da vacinação e se será realizada por meio de agendamento ou livre demanda.

Na ocasião, também foi lançada a campanha de vacinação contra Influenza, que poderá ser aplicada concomitante com a da Covid-19 nos idosos. No Espírito Santo, cerca de 500 mil idosos já estão aptos a receber a aplicação da nova dose, levando em consideração o intervalo de 90 dias a partir da dose de reforço, que será realizada com o uso dos imunizantes de tecnologia de RNA mensageiro ou vacina de vetor viral.

O ato solene que marcou o lançamento da quarta dose foi no posto de saúde de Itaquari, Cariacica. De acordo com o governador Renato Casagrande (PSB), essa dose não é obrigatória, mas é uma oportunidade importante, pois os idosos formam o grupo  mais suscetível à doença. O governador também chamou atenção para que, ao mesmo tempo, será possível contribuir com dados para uma pesquisa que envolve o Ministério da Saúde, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), que tem como objetivo entender qual a resposta imunológica que esse grupo terá.

“Pedimos que procurem a sua unidade de saúde, já que temos todas as doses da vacina garantidas. Está provado que quem toma a terceira dose tem uma resposta melhor contra a doença. Estamos vendo novas variantes surgindo e quanto melhor a cobertura vacinal mais chances de evitarmos o surgimento de novas variantes”, ressaltou o governador. 

A decisão sobre a quarta dose está fundamentada em evidências científicas e clínicas que apontam a eficácia e a segurança da aplicação, além da necessidade de adequação do esquema vacinal em idosos, devido à imunosenescência (envelhecimento) do sistema imunológico, que possibilita o maior risco de adoecimento e de complicações da doença nesse grupo.

“Outros estados já começaram esse movimento vacinal. O Ministério da Saúde nos apoia nessa vacinação, que foi construída em cima de muita técnica e responsabilidade. A população idosa capixaba adere muito à campanha, somos o estado com melhor adesão à vacina. Nossos idosos têm sido exemplo para todo o Brasil sobre a importância da vacina para vencermos a pandemia”, disse o secretário da Saúde, Nésio Fernandes.

Estudo Reforça Mais

O início da aplicação da quarta dose no Espírito Santo marca também o estudo para medir a efetividade, imunogenicidade e segurança da segunda dose de reforço (quarta dose) da vacina contra a Covid-19 em idosos: Estudo Reforça Mais (Plus Booster). Ao todo, 240 idosos farão parte da pesquisa.

Para o estudo da efetividade serão analisados dados de idosos de ambos os sexos com idade igual ou maior do que 60 anos, moradores no Espírito Santo. Estima-se em 490 mil o número ele idosos elegíveis com 60 anos ou mais, em todo o Estado para o estudo da efetividade.

Por sua vez, a resposta da vacina para a produção de anticorpos neutralizantes e células de defesa será avaliada numa subamostra de 240 pessoas maiores de 60 anos, que voluntariamente quiserem participar, com coletas de sangue ao longo de um ano. As vagas para participar desse grupo serão abertas na plataforma www.vacinaeconfia.es.gov.br, para receberam a quarta dose no dia 26/03, na Unidade de Saúde de Itaquari, em Cariacica.

“A hipótese do estudo é que idosos que receberem a segunda dose de reforço terão menor taxa de incidência de hospitalizações e morte do que aqueles que receberam apenas o esquema primário, e que a resposta imune humoral e celular dos idosos seja semelhante à dos imunossuprimidos”, informou a coordenadora do estudo, a médica Valéria Valim.

Os participantes deste estudo terão como benefício saber se a resposta da segunda dose de reforço da vacina contra o vírus induziu à produção de anticorpos neutralizantes. Além disso, ao participarem da coleta de amostras sanguíneas, terão informação precisa e segura sobre a manutenção, ao longo do tempo, destes anticorpos. Os participantes terão acompanhamento para eventuais efeitos adversos.

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