quarta-feira, 18 de maio de 2022
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Carnaval de Vitória: 1 peso e 2 medidas?

Nesta quarta-feira de cinzas, a reflexão que se faz sobre o Carnaval de Vitória é: teria sido esse, um grande evento com um peso e duas medidas?!

O feriadão que movimentou os capixabas nos últimos dias não teve os tradicionais desfiles de escolas de samba, adiados para o mês de abril, muito menos os blocos de ruas e demais eventos públicos, suspensos em fevereiro em função do cenário de pandemia, classificado como não favorável para as atividades. Entretanto, shows, festas e demais eventos particulares foram mantidos.

Registros cedidos por internautas ao MovNews
                Registros cedidos por internautas ao MovNew

A pergunta que fica é: qual a real diferença entre os eventos acima?! Aglomeração? O não uso da máscara? As duas primeiras imagens são de eventos privados, com ingressos que custavam de R$ 50 a R$ 150, já as duas últimas imagens mostram a aglomeração que ocupou as ruas do Centro de Vitória.

De acordo com a Portaria Nº 020-R, de 28 de Janeiro de 2022, o acesso aos eventos privados só deveriam ser permitidos diante a apresentação do passaporte da vacina, porém alguns foliões alegaram que a fiscalização estava fraca em muitos eventos, como nos contou a publicitária Lívia Maria: “eu fui em uns três eventos durante o feriado e em alguns deles, mal olharam meu comprovante, se eu quisesse apresentar o de outra pessoa passaria tranquilamente”, além disso a publicitária explicou que não pediram documento com foto para verificar se o comprovante da vacina realmente pertencia a pessoa que estava entrando no evento.

Diferente do que aconteceu nos eventos privados, nas manifestações públicas houve rígida fiscalização. Na noite desta terça (1º), a Polícia Militar (PM) dispersou a aglomeração no Centro de Vitória, com bombas de efeito moral, balas de borracha e spray de pimenta.

Horas antes um bar popular na região do Centro havia sido multado sob a alegação de promover evento clandestino. Segundo a prefeitura da capital, o estabelecimento não tinha autorização para realizar eventos. Em fevereiro, o prefeito Lorenzo Pazolini havia publicado um decreto proibindo o carnaval de rua e a atuação de vendedores ambulantes durante o período.

Para Letícia Cristina, moradora do Centro de Vitória, o carnaval no Centro  sempre foi muito intenso, “Essa não é a primeira vez que vejo a Prefeitura tomar atitudes tardiamente, sempre foi muito intenso o Carnaval aqui. Antes da pandemia já haviam casos de aglomeração que impossibilitaram o trânsito e o movimento dos moradores do Centro, mas a Prefeitura só toma atitude depois que a aglomeração passa. Nessa semana, não foi diferente, as equipes de fiscalização não moveram aglomerações, só afastaram as poucas pessoas que residem no bairro que estavam em bares. A grande aglomeração que foi de segunda para terça, ninguém fez nada”. 

O secretário de Desenvolvimento da Cidade, Marcelo Oliveira, informou que a fiscalização começou no bairro por volta das 16 horas. “Ao longo do carnaval, foi montado um comitê integrado para fiscalizar as ações. Esse estabelecimento no Centro de Vitória não estava autorizado a promover aquele tipo de evento. Por isso, é clandestino. A prefeitura adotou punição de todas as formas administrativas possíveis: tanto com multa quanto com apreensão do paramento sonoro”, explicou.
O comitê integrado de fiscalização da prefeitura de Vitória também realizou ações nas regiões do Triângulo das Bermudas, da Rua da Lama e da Curva da Jurema.
Durante a ação do Comitê caixas de som foram apreendidas, ambulantes que atuavam de forma irregular foram orientados e um trabalho de conscientização realizado junto às pessoas. Foto: PMV
Aglomeração no interior
A PM também agiu  com balas de borracha em Aracruz. A fiscalização apontou que a aglomeração foi no balneário do município, na orla de Barra do Sahy.
Ao ser procurada, a Prefeitura de Aracruz informou não ter recebido nenhuma ocorrência e explicou que realizou ações de fiscalização para que donos de bares, quiosques e restaurantes seguissem as normas decretadas pelo município em conjunto com o Governo do Estado.
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