quarta-feira, 18 de maio de 2022
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Tragédia de Petrópolis já registra mais de 50 mortes

Um temporal de grandes proporções já causou mais de 50 mortes e estragos em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, além de inúmeros desaparecidos.

Em vídeos recebidos pela equipe do MovNews é possível perceber um grande volume de chuva, com alagamentos, inundações e deslizamentos em vários pontos da cidade de Petrópolis.

As chuvas deixaram pelo menos  39 mortos, segundo registros da Defesa Civil municipal. O Corpo de Bombeiros mantém buscas nos locais onde houve deslizamentos de terra. O Instituto Médico Legal (IML), da Polícia Civil, está trabalhando na identificação dos corpos.

Diante do grande volume de água, a Defesa Civil colocou a cidade no Estágio de Crise. Em apenas seis horas, o acumulado pluviométrico chegou a 259 milímetros, superando a média de 238,2 milímetros esperada para todo o mês de fevereiro.

A Concer, concessionária de trecho da rodovia federal BR-040, informou quedas de barreiras afetando o trânsito na serra de Petrópolis. Também já há pelo menos 49 ocorrências por deslizamentos, segundo uma nota divulgada pela Defesa Civil.

Um dos locais mais afetados foi o morro da Oficina, no Alto da Serra, onde grande deslizamento de terra atingiu várias moradias. Segundo a prefeitura de Petrópolis, estima-se que 80 casas tenham sido afetadas no local, que fica próximo à Rua Tereza, conhecida área comercial do município perto do centro histórico.

Houve ocorrências também nas regiões 24 de Maio, Caxambu, Sargento Boening, Moinho Preto, Vila Felipe, Vila Militar, além das ruas Uruguai, Whashington Luiz e Coronel Veiga.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), cancelou a agenda e se deslocou para Petrópolis para acompanhar os trabalhos. Por meio de uma de suas redes sociais, o governador disse que oito ambulâncias vão ajudar no socorro às vítimas, que 120 bombeiros estão trabalhando e mais 60 seguirão para Petrópolis.

“Na manhã desta quarta-feira, por volta das 6h, os maquinários das secretarias de Infraestrutura e Obras, das Cidades, do Ambiente e de Agricultura, além de equipamentos usados pela Cedae, estarão rumo ao município”, disse o governador.

O prefeito da cidade, Rubens Bombento (PSB), declarou estado de calamidade pública na cidade após o temporal. Em sua conta no Instagram, o prefeito está atualizando informações sobre as chuvas. Ele se reuniu com o governador do Estado e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro no Comitê de Ações Emergenciais.

“Basicamente a cidade não vai funcionar. Você não consegue promover a mobilidade na cidade. Quem puder, não saia de casa nesta quarta-feira (16), saia só em caso de extrema necessidade, especialmente no deslocamento no primeiro distrito. A região central da cidade está muito afetada neste momento. Todo o Governo está de prontidão nas ruas, vamos reconstruir a cidade”, disse o prefeito de Petrópolis.

O presidente Jair Bolsonaro, que está na Rússia, disse em uma de suas redes sociais que de Moscou tomou conhecimento sobre a tragédia em Petrópolis, e que fez ligações para o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho e para o ministro da Economia, Paulo Guedes, para um auxílio imediato às vítimas. Além disso, que conversou com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

“Retorno na próxima sexta-feira (18), e, mesmo distante, continuamos empenhados em ajudar ao próximo. Deus conforte aos familiares das vítimas”, disse Bolsonaro em sua conta no twitter.

Histórico de tragédias

A história da Região Serrana é marcada por episódios marcantes de tragédias envolvendo temporais. Em 1988, após dias ininterruptos de chuva, 134 pessoas morreram em deslizamentos de terra, desabamentos ou levadas pelas águas da enchente em Petrópolis. Centenas de moradores ficaram desabrigados.

Já em 2011, chuvas torrenciais causaram enchentes e deslizamentos de terra e tiraram a vida de 918 pessoas. Além disso, 30 mil moradores ficaram desalojados. No episódio, que é considerado um dos maiores desastres socioambientais do país, o impacto foi maior nas cidades de Nova Friburgo e Teresópolis, mas Petrópolis também foi bastante castigada.

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