sábado, 14 de maio de 2022
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Projeto IdentidadES investe na cultura capixaba para alunos municipais em Vila Velha

Em Vila Velha, o planejamento para o ano letivo de 2022 agora conta com o projeto IdentidadES. O lançamento é da Secretaria Municipal de Educação e o objetivo da iniciativa é aproximar da cultura capixaba por meio da literatura, os alunos do ensino fundamental e a Educação de Jovens e Adultos (EJA).

O projeto IdentidadES teve início no mês de fevereiro e tem prazo para ser finalizado em novembro. A iniciativa é desenvolvida dentro das bibliotecas da Rede Municipal de Ensino com o intuito de valorizar o patrimônio histórico-cultural do Estado, a arte local e impulsionar a identificação dos alunos com o espaço em que vivem, fortalecendo o sentimento de pertencimento. 

A coordenadora de bibliotecas escolares, Eliane Terra explica que o projeto não é somente um trabalho  realizado por bibliotecários. Ele é, sim,  a peça chave e vai trabalhar de forma interdisciplinar com todos os professores e pedagogos. Mas o IdentidadES é uma iniciativa que acontece por responsabilidade de toda a comunidade escolar. O profissional bibliotecário será um provocador das ações. 

“Queremos criar aquele sentimento de pertencimento que muitas vezes o aluno não tem, porque não conhece um ponto turístico capixaba. É preciso explorar, por meio, das atividades para descobrir com moradores antigos a história do bairro, então tudo isso perpassa dentro do projeto. Temos relatos de alunos que quando mostramos o Palácio Anchieta, o Convento da Penha, ele diz que não conhece e nunca foi. E a cultura é uma das premissas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o trabalho da cultura local. Então o projeto vem nascendo de acordo com o que é proposto nacionalmente”, relatou.

Eliane afirmou que os autores dos livros capixabas que fazem parte do IdentidadES devem visitar os alunos em uma programação lúdica e de conhecimento. Ela explicou ainda como serão as atividades propostas durante o projeto nas unidades de ensino de Vila Velha. 

“São de acordo com o ano da criança, por exemplo, pegando o primeiro ano que tem alunos de 6 a 7 anos, a nossa proposta é de acordo com a faixa etária deles, então teremos por exemplo o “estudo da sua origem” onde a criança vai entrevistar membros mais antigos da família ou um vizinho e conhecido sobre qual é a memória mais antiga do bairro, por que veio morar em vila velha, origem do sobrenome, tudo isso para a criança entender a sua origem. Mas têm outras atividades, como traçar a sua linha do tempo com a história de Vida. Do sexto ao nono ano estamos incentivando explorarem o google maps, parceria com o professor de tecnologia onde eles podem passear pelo google maps fazendo pesquisa do município, bairro onde vivem”, detalhou.

Mais de 31 mil livros de autores capixabas 

Segundo Eliane, no projeto, a biblioteca além de ser um espaço estratégico da escola, vai contribuir com o processo de aprendizado de todas as formas para levar a cultura, história e a arte. A biblioteca trabalha de  forma mais lúdica se comparado a sala de aula, que apresenta um conhecimento mais acadêmico aos alunos. 

Por isso,  41 mil alunos da rede municipal de Vila Velha agora têm acesso a 31 mil novos livros nas bibliotecas públicas da cidade. O investimento de R $2 milhões proporcionou a aquisição de 80 novos títulos. Todas as unidades de ensino de Vila Velha foram contempladas.

O secretário de Educação de Vila Velha, Rodrigo Simões, explicou porque o investimento em títulos de escritores locais. “Sendo autores capixabas criamos um clima de pertencimento. Quem não conhece esse lugar, não consegue amar, não sabe a história e não tem o valor, então a gente faz questão de trazer a nossa cultura para que o povo capixaba possa se apaixonar pelas nossas histórias e terra”, confirmou.

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