quinta-feira, 19 de maio de 2022
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Primeira reunião entre Rússia e Ucrânia termina sem cessar-fogo

A reunião realizada nesta segunda-feira (28) em Belarus entre as delegações da Ucrânia e da Rússia com o objetivo de firmar um acordo para o fim da guerra terminou sem sucesso. Terminada a reunião, explosões foram ouvidas em Kiev, capital ucraniana.

A prefeitura informou pelo seu canal do Telegram sobre um possível ataque aéreo, e o jornal local The New Voice Of Ukraine publicou um vídeo de uma explosão na cidade.

Alarmes de ataques aéreos soaram nas cidades de Lviv, Rivne, Khmelnytsky e Kamianets-Podilskyi. O Tribunal Penal Internacional decidiu abrir investigações sobre a guerra e o embaixador russo disse hoje na Onu que não chamaria de guerra, e sim de “operação militar especial”.

O presidente da Ucrania, Volodymyr Zelenskiy, assinou pedido oficial para que a União Europeia “admita urgentemente” a entrada do país no bloco. O pedido foi endossado pelos presidentes de Bulgária, República Tcheca, Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, Eslováquia e Eslovênia.

Negociações

A reunião entre os dois países durou cerca de cinco horas. Uma nova reunião foi marcada para os próximos dias. Mikhaylo Podolyak, assessor do presidente da Ucrânia, falou sobre os esforços da reunião.

“As delegações ucranianas e russas realizaram a primeira rodada de negociações. Seu objetivo principal era discutir o cessar-fogo e o fim das ações de combate no território da Ucrânia”.

Os presidentes da Rússia, Putin, e da Ucrânia, Zelenski, não participaram do encontro (ambos enviaram representantes). Enquanto a Rússia não anunciou seus planos, a Ucrânia ia pedir o cessar–fogo. No quinto dia da guerra Rússia x Ucrânia, várias cidades ucranianas amanheceram sob explosões. Segundo as Forças Armadas ucranianas, porém, o Exército russo parecia ter diminuído o ritmo da ofensiva.

A reunião

Ao receber as delegações russa e ucraniana, o ministro bielorrusso das Relações Exteriores, Vladimir Makei, foi taxativo:

“Podem se sentir completamente seguros”, disse ele.

Os russos eram liderados por Vladimir Medinski, conselheiro do Kremlin. Já a Ucrânia contava com seu ministro de Defesa, Oleskii Reznikov, no comando da comitiva. O presidente de Belaruss, Alexander Lukashenko (aliado de Putin), disponibilizou uma de suas residências para o encontro, que ocorreu na região de Gomel, perto da fronteira ucraniana.

Vladimir Medinski, o principal negociador russo, afirmava que seu país “busca um acordo”. Zelensky, presidente ucraniano, se mostrou cético em pronunciamento após a reunião.

“Como sempre, realmente não acredito no resultado da reunião, mas deixe que tentem”, declarou.

Em escalada de ânimos, Putin ordenou que as forças nucleares de dissuasão fossem postas em alerta máximo no domingo (27). O governo dos Estados Unidos classificou a ordem de Putin como “totalmente inaceitável”.

Além disso, o secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Jens Stoltenberg, chamou a atitude de Moscou de “irresponsável”.

O Ministério da Saúde da Ucrância divulgou nesta segunda-feira que mais de 2 mil civis ficaram feridos nos ataques russos, sendo 45 crianças. Novamente segundo números oficiais do governo ucraniano, 352 pessoas morreram, das quais 16 são crianças.

Zelenski, o presidente ucraniano, anunciou via Twitter que concederá anistia total e compensação financeira aos russos que aceitarem depor armas livremente.

“Aqueles de vocês que não querem se tornar um assassino e morrer, podem se salvar”, escreveu.

A Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) também convocou uma reunião emergencial para esta segunda-feira (28).

Tais reuniões são muito raras, tendo ocorrido apenas dez encontros do gênero desde 1950. De acordo com a ONU, o confronto gerou até aqui mais de 400 mil refugiados.

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