segunda-feira, 16 de maio de 2022
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Janeiro Branco é mês de cuidar da saúde mental

Muitas pessoas adoeceram, se isolaram de seus familiares e amigos e tiveram suas perdas pessoais e financeiras, nesses quase dois anos de pandemia. Outras pessoas fazem um novo planejamento de suas vidas com a chegada de um ano novo. Pensando em ajudar a conscientizar e refletir sobre o cuidado com saúde mental, existe a campanha Janeiro Branco.
 
A principal questão é que estudos e pesquisas comprovam os efeitos colaterais que a pandemia provocou e se multiplicou ao redor do mundo. Suas conclusões revelam que um dos grandes desafios tem sido desenvolver estratégias públicas e privadas para proteger, fortalecer e promover a saúde mental dos seres humanos.
 

Portanto, o Janeiro Branco alerta para a importância de começar esse novo ciclo de forma mais saudável, tranquila e serena. Cuidar das emoções deve ser o primeiro objetivo para um efetivo controle emocional. Além disso, o bem estar e buscar a felicidade são as chaves para alcançar uma vida plena e cheia de realizações.

“Em qualquer situação nova, a nossa saúde mental é afetada. Como é uma situação nova para todos, isso traz muitas causas. Isso gera muitas angústias, aflições, frustrações e tristezas, com as quais às vezes não sabemos lidar”, disse a psicóloga, Jhennifer Costa.  

Estudos e pesquisas sobre os efeitos colaterais da pandemia se multiplicaram ao redor do mundo e suas conclusões revelam que um dos grandes desafios tem sido desenvolver estratégias públicas e privadas para proteger, fortalecer e promover a saúde mental das pessoas. 

Segundo os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a pandemia interrompeu serviços essenciais de Saúde Mental em 93% dos países do mundo e, ao mesmo tempo, intensificou a procura por estes serviços. No Brasil, de acordo com uma pesquisa do Instituto FSB, 62% das brasileiras  afirmaram que a saúde emocional “piorou” ou “piorou muito” durante a pandemia.

“Em geral os homens ainda resistem mais em procurar ajuda. A imagem de forte, sem problemas, ainda prevalece e os homens resistem um pouco mais. As mulheres, por terem essa imagem mais alterada às emoções afloradas, procuram com mais facilidade ajuda psicológica para lidar com as situações’, menciona a psicóloga.

Muitas pessoas com problemas de saúde mental são muitas vezes incompreendidas, estigmatizadas, excluídas, devido a falsos conceitos, que precisam ser desmistificados tais como: as doenças mentais são fruto da imaginação, as doenças mentais não têm cura ou as pessoas com problemas mentais são pouco inteligentes, preguiçosas, imprevisíveis ou perigosas.

Redes Sociais 

O ponto é que expor “sua melhor versão”, ou ostentando viagens e roupas de grife, na rede social não faz a pessoa mais feliz. A facilidade de acesso à “ vida perfeita” exposta pelo outro gera comparação. Desse modo, o nível de ansiedade e frustração se tornam relevantes para os seguidores por nem sempre conseguirem ter a tão esperada felicidade dos seus ídolos ou amigos. 

No mundo cibernético as fotos podem ter diferentes formatos, postar e fazer vídeos ao vivo, stories, fazer boomerangs, enviar mensagens diretas e muitos outros recursos para incentivar a interação com os seguidores.

A psicóloga, Jhennifer Costa faz um alerta importante para as pessoas: “Se conhecer é essencial, para saber o que fazer em relação às angústias e as frustrações pessoais”.

Dicas 

Confira três dias que podem te ajudar a melhorar a sua saúde mental:

  • Manter uma boa e saudável alimentação;
  • Dormir bem
  • Praticar alguma atividade física.
Atleta
 

Um dos casos que repercutiu muito este assunto, foi o da ginasta americana Simone Biels, 24 anos, favorita ao ouro, nas  Olimpíadas de Tóquio, disse não poder mais participar para preservar a sua saúde mental.

Em uma das declaração a atleta disse que precisa cuidar da saúde mental para não colocar em risco a sua saúde e bem-estar. Biels, afirmou que é preciso cuidar do físico e do intelecto e que é muito difícil fazer isso quando se luta contra a própria mente.

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A ginasta americana Simone Biels, favorita ao ouro nas  Olimpíadas de Tóquio, desistiu da competição para para preservar a sua saúde mental. Imagem: Reprodução Instagram da atleta.

 

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