quarta-feira, 19 de janeiro de 2022
29.9 C
Vitória

    Música, literatura e jornalismo: Luiz Trevisan lança livro de crônicas e fala sobre sua carreira

    Relacionados

    - Publicidade -

    Escritor, jornalista e músico. Estou falando do capixaba natural da capital secreta do mundo, Cachoeiro de Itapemirim, Luiz Trevisan, que lança nesta quarta-feira (8) seu livro de crônicas “Resumo da Balada”, no restaurante Grappino, no Centro de Vitória. Esse é o primeiro livro lançado por ele, e que reúne 74 crônicas sobre temas variados do cotidiano, como política, cultura, música, meio ambiente, turismo, tecnologia, entre outros.

    Um “meio de campo entre o jornalismo, a prosa e a literatura”, assim Trevisan definiu seus textos que fazem parte do livro, e que foram reunidos nos últimos anos para serem incluídos na obra, que também possui crônicas inéditas.

    - Publicidade -

    “Sempre publiquei textos em coletâneas, em livros de vários autores, em sites, mas livro mesmo, meu, este é o primeiro. Sempre tive vontade de escrever um livro, porque em um livro, quando você reúne dezenas de obras, ali você mostra um estilo, um fôlego naquilo que se propõe a fazer. Então o livro é uma realização e penso, sim, em fazer um outro livro de crônicas”, disse Trevisan.

    Como Trevisan mesmo destacou, a crônica foi sempre uma paixão na sua vida, e desde sempre gostou de escrever esse tipo de gênero textual. Ele lembrou de quando já escrevia algumas crônicas para o Jornal de Serviço Capixaba e usava um pseudônimo de Willian Joyce, uma mistura de Willian Faulkner e James Joyce, classificados por Trevisan como dois grandes romancistas e escritores revolucionários.

    - Publicidade -

    “A crônica sempre me apaixonou e o Espírito Santo tem um histórico de bons cronistas. vamos citar só dois que são Zé Carlinhos de Oliveira e Rubem Braga, mas tem vários outros muito bons no estado, eu acho que eles precisam ser valorizados”, destacou o escritor e jornalista.

    Como já dito, além de escritor e jornalista, uma outra paixão, a primeira delas como conta Trevisan, é a música. Reconhecido no cenário capixaba e nacional, começou de fato no ramo no movimento estudantil e nos festivais de música, ao lado também do seu conterrâneo e grande músico e compositor César Sampaio, além de outros artistas como Afonso Abreu, Marco Antônio Grijó, Paulo Branco, entre outros.

    Foto: Divulgação

    Como foi o início na música?

    - Publicidade -

    “Eu comecei efetivamente a minha vida com a música, de compor música, participar de eventos e festivais. Depois, os festivais, como tudo na vida, chega um ponto que satura e chegou um momento que eu comecei a sentir necessidade de parar de fazer música para festival. Teve uma época durante a juventude, isso eu tinha 18-19 anos que eu vivia obcecado em fazer música para festival. Até que um dia eu me toquei que eu não precisava ficar fazendo música para festival e decidi fazer música apenas pelo prazer de fazer”.

    Como o jornalismo entrou na sua vida?

    “Veio a necessidade de sobrevivência e subsistência e eu vim para Vitória em 1973 para estudar pedagogia e acabei enveredando para o jornalismo, que felizmente foi um período que o jornalismo no Espírito Santo estava se profissionalizando, estava em ascensão, mercado se abrindo, implantou-se o curso de Comunicação na UFES, isso foi em 1976, e foi a época que eu comecei a trabalhar como repórter. Fui repórter de economia, de política, depois passei a ser redator, cheguei a ser editor, caminhei pelo rádio, depois fui fazer televisão. Como eu falei no início, até por uma questão de sobrevivência, era comum a gente trabalhar em dois, três locais, eu peguei uma época muito boa de expansão em meados dos anos 70 até a década de 90”.

    “Com o jornalismo eu conseguia sobreviver”

    “Nesse tempo que vim para Vitória e me dediquei ao jornalismo deixei a música um pouco de lado. Com o jornalismo eu conseguia sobreviver, com a música teria que fazer como todo músico faz, ir para a noite, tocar em barzinho e isso nunca foi a minha. Onde eu desempenho um bom papel é fazendo melodias e letras, isso eu sempre gostei muito de fazer e continuo gostando muito. Eu vivia em uma roda viva, chegava a trabalhar 14 horas por dia e naquele momento a música estava meio de lado”.

    A “volta” para a música

    Em 1999 eu comecei a gravar o meu primeiro disco “Depois da Chuva”, que ficou pronto apenas em 2002. Muitos músicos capixabas fizeram parte desse projeto, como Alexandre Lima, Paulo Branco, Afonso Abreu, muita gente daqui e muita gente de fora também gravando comigo. E depois em um salto de dez anos eu gravei o segundo disco, que foi o “Independência ou Marte”. E no caso desse segundo CD eu já fiz gravando fora, com o Zeca Baleiro em São Paulo, Luiz Melodia no Rio de Janeiro, Filó Machado também em São Paulo, entre outros artistas“.

    A relação com Sérgio Sampaio

    Somos conterrâneos da capital secreta do mundo, Cachoeiro de Itapemirim e nos conhecemos participando de festivais de música. Antes dele estourar com “Bloco na Rua”, grande sucesso dele nacionalmente em 1972, um ano antes ganhou um festival de música lá em Cachoeiro, e eu participei desse evento, concorrendo com ele com outra música. A partir dali acabamos ficando conhecidos, chegamos a fazer shows juntos em Vitória, e acabamos virando amigos ao longo da vida“.

    Música com Sérgio Sampaio

    E tem a história da música que eu fiz com o Sérgio que abre o meu segundo disco. A música se chama “Luar da Cidade” e é uma brincadeira que a gente fez, meio que uma paródia urbana do famoso “Luar do Sertão”, de Catulo da Paixão Cearense. Construímos essa mas falei que a música tinha que ser mais acelerada, porque a vida na cidade é outra. A gente fez essa música em uma época que ele estava indo para Salvador, em 1992, quando ele veio para Vitória e ficou na minha casa em Manguinhos. Ele ficou lá umas duas semanas e pouco antes de ir embora ele disse “estou indo embora, não sei quando eu volto, precisamos fazer uma música juntos”, e então fizemos essa música“.

    Serviço:

    Lançamento do livro “Resumo da Balada”

    Autor: Luiz Trevisan

    Local: Restaurante Grappino – R. Gama Rosa, 128 – Centro de Vitória

    Horário: 19h

    - Publicidade -

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Por favor digite seu comentário!
    Por favor, digite seu nome aqui

    - Publicidade -