sexta-feira, 24 de junho de 2022
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De ‘O Quebra-Nozes Capixaba’ a noite de autógrafos, Ana Botafogo lavra o futuro da dança no ES

“Não imaginava uma carreira tão longa”, garante Ana Botafogo. Aos 64 anos, a bailarina e atriz promoveu nesta segunda (20) e terça-feira (21), em Vitória e na Serra, sessões de autógrafo do livro “Ana Botafogo: Palco e Vida”. Um relato precioso lançado no início de setembro por ocasião dos 45 anos dedicados, com toda força e paixão, à dança.

Quase meio século de palco fez da bailarina mais popular do Brasil inspiração para os amantes da arte e, principalmente, da dança e do balé. Prova disso foi a presença de muitas jovens estudantes de balé na noite de autógrafo em um shopping da capital. Mayana Aguiar, 10, e Julie Freire, 12, foram algumas das que compareceram ao evento e garantiram fotos, sorrisos, assinatura e a bênção de Ana Botafogo.

As jovens terão longos dias de leitura pela frente. Afinal, histórias da vida e carreira de Ana Botafogo não cabem em um livro de bolso. Com mais de 900 páginas, a obra traz, entre críticas, recortes de jornais e revistas, os bastidores e as memórias dos musicais encenados por uma bailarina de qualidade inquestionável, estilo, técnica e força dramática.

O responsável por tamanha curadoria? O pai de Ana Botafogo, o médico cirurgião Ernani Ernesto Fonseca. Aos 95 anos, dedicou 15 para reunir toda sorte de material publicado na imprensa brasileira e internacional, além, claro, de recorrer ao acervo pessoal, o que inclui histórias de quando a bailarina ainda saltava pelas ruas da Tijuca, bairro em que se criou no Rio de Janeiro.

“Primeiro, observações de um pai amoroso, antes de eu ser profissional. E depois, um registro de uma pesquisa enorme que fala, pelo menos, de 40 anos de dança no Rio de Janeiro e da minha dança por esse Brasil afora”, conta Ana, destacando que o livro traz também críticas menos positivas, ainda no início de sua trajetória.

Ana Botafogo, Liviane Pimenta e Carlinhos de Jesus – Foto: Marcela Neitzel/Divulgação

Ana Botafogo veio ao Espírito Santo para participar do espetáculo “O Quebra-Nozes Capixaba” – adaptação do conto de natal alemão de Ernst Theodor Amadeus Hoffmann (1776-1822), publicado em 1881, e que deu origem ao famoso balé de Piotr Ilitch Tchaikovski (1840-1893), com coreografia de Marius Petipa (1818-1910) e Lev Ivanov (1834-1901).

No último final de semana, ao lado do dançarino e coreógrafo Carlinhos de Jesus, 68, a Ana Botafogo recebeu o Quebra-Nozes e o transformou não só em brasileiro, mas, principalmente, em capixaba. Um espetáculo com cerca de 400 artistas, entre bebês de 2 anos e vovôs de 80, idealizado pela bailarina, professora e empresária Liviane Pimenta.

Segundo ela, um sonho de longos 10 anos e dois de ensaio. Tanto empenho e dedicação para fazer do Espírito Santo também um reduto de grandes atrações artísticas. E a recepção não poderia ser melhor: casa cheia nas duas noites de apresentação, sábado (18) e domingo (19), com mais de cinco mil espectadores e alimentos arrecadados para doações.

A direção artística ficou por conta de Douglas Motta, que correu contra o tempo para deixar tudo com o encantamento que o Quebra-Nozes e os capixabas merecem – sua entrada no projeto deu-se há cerca de 40 dias.

Se Ana Botafogo, Carlinhos de Jesus, Liviane Pimenta e Douglas vão guardar para sempre esse momento, o que dizer das pequenas Mayana, que atuou no espetáculo, e Julie, que assistiu às duas apresentações? Apenas que aproveitem, pois talvez nem imaginem que, de repente, começaram a traçar seus mais de 40 anos de carreira.

Assista à matéria na íntegra:

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