sexta-feira, 19 de agosto de 2022
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Dermatologista da Unimed Vitória alerta: estresse durante a pandemia pode provocar queda de cabelos

Com mais de um ano em pandemia, crises em todos os âmbitos aparecem, inclusive no emocional. A dermatologista da Unimed Vitória, Renata Modolo explica que esse abalo de emoções, além de transtornos mentais que devem ser observados com atenção, pode fazer com que as pessoas enfrentem uma queda excessiva de cabelos.

O entra e sai de quarentena, luto por partidas de pessoas próximas, conhecidas e ente queridos, as idas e voltas ao home office faz com que muitas pessoas se sintam estressadas. No entanto, o emocional não é somente o fator que pode provocar a queda. O Movimento Online mostrou em matéria no TV MovNews, relato da capixaba Arine Kroebel. Ela foi diagnosticada com Covid-19 em abril e teve o sintoma da perda de cabelo como a maior sequela de ação do vírus.

Com o risco da queda por sintoma da ação do vírus, o emocional pode ser um fator a mais para o aumento da perda dos fios caso seja infectado. Essa condição é provocada pelo eflúvio telógeno emocional. Mas a boa notícia, de acordo com a dermatologista Renata Modolo é que há tratamento.

dermatologista da Unimed Vitória, Renata Modolo. Foto: reprodução

“O eflúvio telógeno emocional é reversível, não deixa sequelas e a gente consegue controlar. Toda queda de cabelo gera pânico nas mulheres, elas ficam desesperadas. A primeira coisa é a paciente procurar ajuda médica, dermatológica. É importante diagnosticar o problema. Todo esse estresse que a gente está vivendo, com todas as incertezas que vieram junto estão causando uma epidemia emocional, de tristeza, de depressão, de angústia, de preocupação. Tudo isso junto acaba fazendo o cabelo cair”, explica a dermatologista da Unimed Vitória Renata Modolo”, salienta .

A dermatologista destacada ainda que o crescimento capilar passa por fases: anágena, catágena e telógena. Na primeira, ocorre o crescimento do fio de cabelo. A segunda fase é o período de regressão, quando o cabelo começa a morrer. Na terceira etapa vem queda, quando o cabelo morto é empurrado por um novo fio anágeno. A médica ressalta que é comum a perda de cabelo pós-Covid.

Quando desconfiar?

A queda de cabelo é um fator comum, a anormalidade ou não da perda dos fios pode ser percebida sem ajuda profissional. De acordo com a dermatologista, por dia, quando uma pessoa penteia os cabelos e quando lava, podem cair até cem fios.

“A própria pessoa tem noção de que está caindo uma quantidade anormal de cabelo. Ela percebe que a queda passa de uma quantidade aceitável para cair duas vezes mais, por exemplo. Toma aquele susto quando vê a mão cheia de cabelo, a casa, o banheiro, as costas, e até mesmo as pessoas da família começam a notar”, pontua.

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