segunda-feira, 16 de maio de 2022
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Covid-19 no ES: rede pública tem menos dificuldade em aquisição de insumos em comparação aos hospitais particulares

A declaração é do secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, e aconteceu na manhã desta sexta-feira (9), em coletiva de imprensa

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira (9), o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, afirmou que no enfrentamento da pandemia de Covid-19 no ES, a rede pública capixaba encontra menos dificuldade que a privada e a filantrópica, no que diz respeito a aquisição de medicamentos e, principalmente, kits de intubação.

A declaração aconteceu na manhã desta sexta-feira (9), junto ao subsecretário de Vigilância em saúde, Luiz Carlos. O secretário explicou que o motivo para tais dificuldades na saúde privada e filantrópica é a falta de antecipação na compra dos insumos. Segundo ele, a rede pública se antecipou neste durante todo este processo, mantendo contratos vigentes no decorrer da pandemia.

Além disso, os registros de saldos com as decisões que foram tomadas pelo governo nos meses de fevereiro e março, para antecipar a ordem e fornecimento, não puderam ser atendidas na sua totalidade pelos fornecedores por conta da crise de abastecimento da indústria nacional.

Possibilidade de fornecer suprimento

Como margem de esperança para que a situação de escassez em insumos na rede pública e privada seja revertida, o secretário Nésio Fernandes afirmou que na última semana fornecedores apresentaram a possibilidade de um suprimento parcial das quantidades de medicamentos e kits de intubação solicitados pelo Estado, que devem ser fornecidos de 10 a 15 dias posteriores para evitar desabastecimento para suprir as UTI’s.

Nésio e o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin – Foto: Reprodução

“Na rede administrada pelas organizações sociais, hospitais filantrópicos e privados, existe uma dificuldade maior até porque o âmbito de relação de contrato com os fornecedores são estabelecidos em outro marco jurídico, então a rede privada, filantrópica e as [Organizações sociais] OS, conseguiram a longo das ultimas semanas com o apoio do Estado se organizarem para ter compras internacionais e nacionais”, explica.

Hospital Jayme Santos Neves, na Serra. Foto: Daniel Marçal

Medidas contribuíram com a disposição de insumos hospitalares

Durante a coletiva, o secretário também ressaltou a importância fundamental das medidas que foram tomadas pelo governo neste período de crise pandêmica para que houvesse a disposição de medicamentos e insumos hospitalares no atendimento de pacientes diagnosticados com a Covid-19 nas UTI’s.

“Foi importante e fundamental a suspensão das cirurgias eletivas não essenciais, as medidas de distanciamento social que reduziram a quantidade de traumas e outras doenças que competiam os mesmos recursos hospitalares, cabe destacar que as medidas que o governo adotou contribuíram também para que a saúde privada pudesse ter as melhores condições para poder atender”, reforça.

 

 

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