quinta-feira, 19 de maio de 2022
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A fúria dos 4 elementos

A fúria

… “Mas a semelhança do que ocorreu com a camorra em Nápoles, com a morte da velha guarda, veio uma nova geração e percebeu que a velha lei eleitoral além de permitir a perenização dos maus políticos através da soma de todos os votos para o um só, o fator eleitoral permitia despachar todos os inimigos para longe de Brasília.

Com isso, mesmo que fizéssemos uma revolução, não conseguiríamos mudar nada na política brasileira. A lei é perfeita para os bandidos”.

A fúria

Por Joe Conti

Quero iniciar este artigo afirmando que sempre fui companheiro inseparável da velhinha de Taubaté (do meu querido Verissimo). Logo, acreditar sempre foi meu forte.

Mas o que aconteceu para que virasse a casaca? É que sempre fui um crédulo, mas nunca fui um idiota. Explico, um crédulo sempre está disposto a ouvir, mesmo que as desculpas sejam as mais esfarrapadas ou inverossímeis, porém o caminho tomado pelas autoridades do nosso país, permitiu que as nuvens negras fechassem o tempo definitivamente.

Que nossos políticos fizeram a “melhor” e mais “auto protetora” lei eleitoral de todo o mundo civilizado, isso ninguém tem dúvidas.

Mas sempre acreditei que mesmo os mais safados bandidos sempre tivessem uma “omertà” para seguir e durante alguns anos, com a política nas mãos das velhas raposas, mesmo a lei eleitoral permitindo toda sorte de falcatruas, uma certa postura mafiosa prevaleceu nos corredores de Brasília.

Mas a semelhança do ocorreu com a camorra em Nápoles, com a morte da velha guarda, veio uma nova geração e percebeu que a velha lei eleitoral além de permitir a perenização dos maus políticos através da soma de todos os votos para o um só, o fator eleitoral permitia despachar todos os inimigos para longe de Brasília.

Com isso, mesmo que fizéssemos uma revolução, não conseguiríamos mudar nada na política brasileira. A lei é perfeita para os bandidos.

Por incrível que pareça, isso não abalou minha fé, pois a soma de todos os políticos sempre deu próximo a zero, pois na sua maioria, eles sempre tiveram um único objetivo, enriquecer ilicitamente.

Lutar contra isso seria gastar muita energia para produzir pouco fogo. Nosso país, desde o descobrimento, sempre aguentou 5.000 políticos roubando. Não seria agora que seríamos abalados. Sei que Lula e sua quadrilha passaram do limite, mas isso, somente isso, permitiu uma mudança de rumos.

Para uma pessoa altamente crédula (como 80% da população brasileira) nossa fé de que o Brasil aguentaria tanta roubalheira ficou abalada. Inconscientemente e sem qualquer malicia, escolhemos o Bolsonaro.

A eleição do Bolsonaro seria para nós como uma tentativa de moralizar um pouco a gestão pública, colocar o roubo político novamente nos “trilhos” que o país suporta. Era só isso que sonhávamos. Mas aconteceu.

A eleição do Bolsonaro catalisou todas as forças imorais para um único ponto da história. Ali já estavam os políticos e chegaram o judiciário com uma fúria desmedida e com o que tem de pior, a mídia, televisiva, falada, escrita com sua imoral parcialidade e o pior de todos, a ideologia petista, desnudada da sua moral (se é que eles já tiveram).

Os 4 elementos

Juntar esses quatro elementos foi o mesmo que juntar as forças destruidoras da natureza ou a Liga da (in)Justiça para destruir a grande ameaça extraterrestre. Estamos a 3 anos nessa batalha, que em condições normais, o herói do planalto já teria morrido, mas ele resiste.

Sempre torci para ele, mas confesso que comecei a ficar com a barba de molho, pois os quatro elementos resolveram jogar as favas as regras da batalha e partir para a luta usando toda e qualquer arma, legal ou ilegal.

Não aguentam mais esse filhote de herói gozando da cara deles todos os dias no “cercadinho” do palácio. A ordem agora é jogar pesado, partir para a destruição, inventar narrativas, falsificar gravações, alterar dados, enganar informações.

Resumo: não economizarão munição, mesmo que isso os leve ao ridículo, a incredulidade, a desconfiança, mesmo que saiam dessa completamente desmoralizados, ridicularizados. Os quatro elementos estão desesperados, pois quanto mais jogam bombas, mais a fera do planalto fica mais forte.

A fúria

Não é hora de festejar, não temos tempo para descansar, não há tréguas nem podemos fenecer, temos que nos lembrar sempre que nossa luta é contra os quatro elementos da destruição, capazes de provocar todo tipo de desgraça que até o inferno tem medo!

Quanto mais se aproxima de Outubro de 2022, mais a fúria aumentará. Depende de nós manter nosso herói do planalto forte para aguentar essa batalha até lá.

A fúria

Joe Conti é engenheiro, consultor de negócios, escritor e empresário

Joe Conti

Joe Conti ([email protected])

 

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