Saúde mental é problema seu

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Seu, meu, de todos nós.

Você sabe o que é o tal do “Janeiro Branco”? É uma campanha que foi criada em 2014 por psicólogos brasileiros, com o apoio dos Conselhos Regional e Federal de Psicologia, que tem por objetivo chamar atenção para saúde mental. Ela ocorre em janeiro, pois é o mês em que se costuma fazer planos para o ano novo que se inicia, e leva a cor branca para fazer alusão a uma página em branco, uma nova tela para uma nova história. Desta feita, é o mês da saúde mental, um assunto seríssimo e que precisa ser trabalhado diariamente em nossa sociedade.

O modelo de organização e produção capitalista adoeceu a todos nós. A carga de preocupações atinge os indivíduos cada vez mais cedo, cerca de 20% das crianças já possuem sintomas de ansiedade precoce, já a partir dos 8 anos de idade. Alguns fatores são apontados como a exposição prematura a telas através de videogames, celulares e computadores, o que foi agravado pela pandemia da Covid-19.

Quando traçamos o recorte dentre os grupos LGBTQIAPN+, a ausência de encaixe nos padrões sociais é um fator que atinge de forma ainda mais intensa.

É bem verdade que o século XXI se apresentou com maior representatividade. Nos vimos nas telas, tivemos mais artistas LGBT saindo dos armários, mais personalidades negras receberam seus lugares de direito, mas esse pequeno grande lugar da internet ainda está longe de ser um ambiente seguro e acolhedor.

Muito já se falou da rede mundial de computadores como uma terra de ninguém, como um ambiente fértil para os chamados haters, que se utilizam do anonimato e do escudo da tela para destilar seu ódio. Em geral, o alvo está direcionado àqueles que não seguem os padrões e os LGBT estão aqui nefastamente contemplados.

Então, quando se trata de saúde mental, podemos elencar grupos de risco que podem ter transtornos mentais latentes que são iniciados por gatilhos das redes, transtornos criados por tais gatilhos ou mesmo aqueles que são agravados nessas circunstâncias.

Por isso o Janeiro Branco trata de chamar a atenção da sociedade para a saúde mental. Por exemplo, aproximadamente 70% das pessoas com transtorno de personalidade boderline, tentará suicídio pelo menos uma vez na vida. Cerca de 10% completará o ato.

Reproduzo aqui um texto da campanha que nos leva a diferentes prismas quando se trata de saúde mental que eu vi lá na rede da Dra. Beatriz Garetti:

Desabafo não é terapia;

Amigo não é psicólogo;

Cerveja não é medicação;

Depressão não é falta de Deus;

Ansiedade não é frescura;

Suicídio não é covardia;

Pânico não é pití;

Reatividade não é falta de sexo;

Teste de internet não é diagnóstico;

Pedir ajuda não é sinal de fraqueza;

Procure um profissional e cuide de você.

 

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