quarta-feira, 18 de maio de 2022
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Sobre as Cidades Inteligentes (Smart Cities) II

Neste artigo vamos continuar mostrando alguns exemplos de ações
das cidades inteligentes. Vamos mostrar três exemplos de aplicação
de tecnologia para melhorar a vida das pessoas: um exemplo de
tratamento de resíduos sólidos, outro de economia de energia e um
último, de melhoria na mobilidade urbana das cidades.

Sobre o tratamento de resíduos sólidos, apresentamos o exemplo de
Bratislava, a capital da Eslováquia. Este é um modelo de cidade
europeia que está endereçando a questão do lixo, ao mirar na
independência da reciclagem e gestão inteligente de resíduos.

Em parceria com a empresa municipal de gestão de resíduos Odvoz a
likvidácia odpadu (OLO), a cidade adquiriu uma linha de triagem
automatizada moderna e negociou a rescisão do contrato com a
antiga responsável. Bratislava tem agora a ambição de aumentar a
taxa de classificação, e especialmente a reciclagem de plásticos
selecionados, do atual nível de 10% a 15% para 45%, no curto prazo.

O aumento é considerado importante não só para Bratislava como
cidade, mas também para o ambiente, uma vez que uma melhor
separação dos resíduos para reciclagem antes da recuperação poupa
recursos fósseis primários e florestas, o que tem um impacto direto na
descarbonização e mitigação das alterações climáticas.

Outra novidade é o projeto para digitalizar a coleta de lixo e torná-la
econômica e ecologicamente correta, iniciado em cooperação com a
Sensoneo, fornecedora de soluções inteligentes de gestão de
resíduos para cidades e empresas. Apoiada por uma subvenção do
Conselho Europeu de Inovação, a iniciativa inclui a instalação de
sensores Sensoneo em recipientes de lixo de vidro e lixeiras
subterrâneas em Bratislava, colocando dispositivos em caminhões de
lixo para verificar automaticamente as coletas e otimizar a rota.

Com este projeto, a cidade espera economizar na quilometragem e
emissões relacionadas à coleta de lixo, além de melhorar sua
capacidade de intervir rapidamente no caso de contêineres
sobrecarregados.

Outro exemplo é a economia de energia que as cidades inteligentes
terão nos próximos anos. Um novo estudo da Juniper Research
descobriu que as implantações globais de redes inteligentes levarão a
uma economia anual de energia de 1.060 terawatts-hora até 2026. É
um aumento de 774 terawatts-hora em relação aos números de 2021.

A pesquisa identificou o aumento da sustentabilidade e da segurança
energética como essenciais para o apelo das redes inteligentes, com
análises e redes responsivas à demanda capazes de ter um impacto
importante em um futuro repleto de energias renováveis. No caso de
cidades inteligentes e sustentáveis, o destaque do estudo são os
medidores de nova geração. O estudo descobriu que as
implementações desse tipo de dispositivos estão aumentando, com
medidores inteligentes globais em serviço definidos para alcançar
mais de 2 bilhões em 2026 (comparados com os 1,1 bilhão em 2021).

Embora isso represente um crescimento de 95%, a adoção global é
muito desigual com mercados como América Latina, África e Oriente
Médio que ficam significativamente atrás da Europa Ocidental,
Extremo Oriente e China. O relatório prevê que os fornecedores que
conseguirem combinar melhor as análises que fornecem insights
operacionais para empresas de energia, com sensores de baixo custo
e conectividade, alcançarão o maior sucesso.

Assim como o uso eficiente de energia e a economia circular do lixo,
entre outras iniciativas, a mobilidade futura também moldará as
cidades inteligentes. E três forças estão envolvidas nesse assunto:
provedores de serviços de mobilidade, operadoras de transporte público e municípios. Todas as três podem se beneficiar do conceito de uma cidade inteligente, segundo artigo da revista Automotive World. Mas elas têm que colaborar. As autoridades, por exemplo, podem agilizar o funcionamento de suas cidades e torná-las mais eficientes, economizando dinheiro e gerando novas receitas públicas. De acordo com duas pesquisas recentes da Accenture, os serviços de mobilidade têm o potencial de criar um enorme valor econômico.

O mercado de serviços de mobilidade na China, nos EUA e na
Alemanha cresceu para mais de US$ 140 bilhões na última década, e
esse número mais que triplicará até 2030. Além da vantagem
financeira, os serviços de mobilidade podem se tornar essenciais para
enfrentar duas das questões mais urgentes da vida urbana: emissões
de carbono e cidades superlotadas. As municipalidades, aliás, têm um
papel fundamental, pois podem estabelecer regulamentos como
preços para vagas de estacionamento ou pedágios. Ou seja: tornam-
se um facilitador-chave para serviços de mobilidade.

César Albenes de Mendonça Cruz

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