sábado, 21 de maio de 2022
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Inflação de fevereiro, o reajuste dos combustíveis, a Guerra da Ucrânia e a alta no preço dos alimentos

O IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou nesta sexta-feira, dia 11 de março, a inflação de fevereiro: quase o dobro de janeiro, ou mais exatamente 0,54%. As mensalidades escolares e os alimentos tiveram um peso expressivo no índice divulgado.

O reajuste dos combustíveis e do gás de cozinha anunciados recentemente, servirão de pólvora para o indicador de março.

Alguns analistas e agentes econômicos cogitam uma alta de 1,47% na inflação oficial do bimestre (março/abril), resultantes da agregação de 1% para março com 0,47% para abril.

Com isso está praticamente certa a revisão da inflação anual que antes estava prevista terminar 2022 em 6%, agora, segundo agentes do mercado financeiro deverá terminar o ano próxima de 7,5%.

A gasolina tem um peso de 6,58% na composição do indicador da inflação. O item transportes como um todo representa 21,89% do índice. A alimentação tem um peso ainda mais expressivo, e passa um pouco de 23%.

O Vale Combustível no valor de R$ 300 aprovado pelo Senado Federal será destinado a taxistas, motoristas de aplicativos e de moto entregadores além de detentores de embarcações. A medida segue agora para a aprovação da Câmara dos Deputados.

A meu ver, entretanto, a maior preocupação das autoridades e governantes deveria estar focada na alta do preço dos alimentos.

Para agravar a nossa situação interna, a FAO, agência das Nações Unidas que trata de agricultura e alimentação, fez um alerta sobre o aumento dos preços dos alimentos no mundo. O milho e a soja estão no valor mais alto desde 2012. O trigo também nas alturas voltou ao valor de 2008, bem como o preço do açúcar e dos laticínios.

O preço das aves, suínos e rebanho bovino certamente subirão porque todos os três segmentos alimentam-se de ração à base de grãos.

No momento que que acontece a Guerra da Ucrânia, corremos o risco de desabastecimento.

Basta atentarmos para os dados que seguem:

A Ucrânia – considerada um celeiro de alimentos para a Europa- suspendeu a exportação de centeio, cevada, trigo, açúcar, sal e carne, e o pior, em virtude da Guerra anunciaram que não terão como plantar.

A Rússia por sua vez também já suspendeu boa parte de suas exportações. Ela é grande produtora e exportadora de fertilizantes químicos e produz trigo que é a base para a produção de massas, pães e biscoitos.

28% da importação de adubos e fertilizantes no Brasil vem da Rússia, assim como importamos 21% de adubos nitrogenados.

Portanto, dentro de um cenário nada confortável, é quase certo que deveremos passar por uma escassez e encarecimento dos alimentos, algo que convenhamos é pior do que conviver com filas em postos de combustíveis formadas em razão da alta no preço.

Por último, vale a pena trazer para o centro de atenção, o quanto a Guerra na Ucrânia, vem causando de prejuízo financeiro significativo à Rússia.  Mais de duzentas grandes empresas já deixaram de operar naquele pais. Empresas como o Mc Donalds com quase 900 estabelecimentos, a Cafeteria Starbucks, a Coca Cola, a Amazon, o E-bay, a VISA, o Mastercard, e agora os Bancos Goldman Sacks e JP Morgan deixaram o pais.

Segundo o presidente da WV na Europa, a Guerra, será pior do que a COVID para a economia.

As reservas cambiais de U$ 680 bilhões da Rússia foram congeladas, e a moeda local, o rublo já se desvalorizou 30%. O principal indicador da Bolsa de Valores de Moscou, caiu 42% somente neste ano, até o momento.

Há uma grande chance de que o pais declare moratória na sua dívida externa, deixando de cumprir os compromissos financeiros dos empréstimos contraídos.

Torcemos para que a Guerra termine e a pandemia seja amenizada em seu impacto econômico, entretanto sendo bastante realista acredito que poderemos conviver com ambas por muitos anos. A ver!

– TAXA DE JUROS SELIC-

Com todas estas “ tristes” notícias econômicas, a reunião do COPOM marcada para ocorrer nos dias 15 e 16 de março já precifica um aumento na Taxa Selic de 1%( 100 basis point), para 11,75%, elevando o credito de forma geral para empresas, empresários e pessoas físicas, como forma de conter o consumo e controlar a indomável inflação brasileira.

 

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