terça-feira, 10 de maio de 2022
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Nova taxa SELIC pode chegar a 12 % em 2022

Taxa SELIC

Pela oitava vez consecutiva o Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM) elevou a taxa SELIC em 1,5% ao ano.

A nova taxa foi para 10,75% ao ano. As reuniões do COPOM para fixação das taxas de juros ocorrem a cada 45 dias.

Nas últimas reuniões foram 3 altas iguais e sucessivas de 1,5% ao ano, trazendo os juros de volta à casa dos 2 dígitos, o que não era visto desde 2017.

O mercado espera que este aumento na taxa Selic deva continuar enquanto a inflação não estiver sob controle e especula que ela deva atingir 12% ao ano – ou muito próximo disso – até o final deste 2022.

A pergunta que não quer calar é: Quem perde e quem ganha com a alta da taxa SELIC?

De um lado, perderá quem for tomador de crédito. Quem  contrair empréstimos em Banco passará a pagar mais juros. O valor das prestações terá aumentado na contratação de um novo empréstimo.

Por outro lado, ganharão aqueles que têm recursos para aplicar. Os investidores passarão a receber uma taxa maior em suas aplicações e irão obter mais juros. A pesquisa FOCUS semanal do Banco Central indica que terminaremos o ano de 2022 com uma taxa SELIC de 11,75% ao ano e assim deverá permanecer enquanto a inflação não mostrar sinais de queda.

O interessante é que com os juros na casa dos 12% ao ano, ficamos mais próximos dos “famosos” 1% ao mês, ao que o brasileiro estava acostumado anteriormente.

A grande dúvida do mercado é: como será atingido este patamar de 12% ao ano? Uma alta de 1% ao ano na próxima reunião já é quase uma unanimidade do mercado e está precificada na curva de juros futura, porém a previsão da rapidez com que chegaremos a este patamar é que varia de instituição para instituição.

Algumas delas acreditam que não será necessário subir muito os juros e depois reduzir na última reunião do ano. Acreditam que será um aumento gradual. Mas, para que aumentar as taxas de juros?

A taxa de juros é o instrumento monetário, é o remédio que o BACEN tem para controlar a inflação. Numa metáfora, o BACEN seria o médico que prescreve este remédio (juros).

É o COPOM – Comitê de Política Monetária do Banco Central – que irá regular a intensidade e o prazo com que deverá trazer a inflação para a meta preestabelecida. A dosagem do remédio a ser administrada é que produzirá o efeito desejado.

Neste ano de 2022 ficou estabelecido que a meta de inflação será de 3,5% ao ano, com tolerância de 1,5% (um ponto e meio percentual), tanto para cima como para baixo.

Notas  Econômicas

BOLSA

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Em janeiro, tivemos a entrada de R$ 32 bilhões dos investidores estrangeiros na B3. Somente no primeiro pregão de fevereiro houve um ingresso líquido de R$ 1,97 bilhões dos “gringos”.

FACEBOOK (META)

O Balanço trimestral da META, que apresentou uma queda de 8% nos lucros, fez com que ocorresse uma queda de 26% na cotação dos papéis em Bolsa. Em um único dia ela perdeu US$ 250 bilhões, equivalentes a quase R$ 1 trilhão.

IPCA O IBGE

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou a inflação de janeiro. O índice mostrou um aumento de 0,54% a.m. Assim a inflação anual passou a acumular 10,38% a.a.

EUA: INFLAÇÃO & JUROS  

A inflação ao consumidor nos Estados Unidos (CPI) subiu 0,6% em janeiro e, com isso, a inflação anual bateu em 7,6% a.a. A inflação está no patamar mais alto desde o início dos anos 1980.

Alguns membros do Banco Central Americano (FED) já admitem votar pela elevação dos juros em 1% até o mês de julho de 2022. Os juros para os Títulos de 10 anos atingiram esta semana a faixa de 2% a.a. nos Estados Unidos.

Foto de capa: https://www.infomoney.com.br/

https://movnews.com.br/economia/2022/02/uso-do-cartao-de-credito-deve-chegar-a-60-no-brasil/

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