quarta-feira, 18 de maio de 2022
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Bolsa: os 4 erros mais frequentes do investidor

Bolsa

Com a pandemia, tem sido cada vez maior o número de Corretoras e Brokers oferecendo serviços de compra e venda de ações aproveitando que os investidores dispõem de tempo livre maior para tentar maximizar seus ganhos nos investimentos.

Um dos atrativos oferecidos por essas Corretoras é o custo baixo de operacionalização quando comparamos estes mesmos serviços prestados há pouco mais de 3 anos atrás.
Ocorre que o crescimento destas operações quase sempre vem acompanhado de prejuízos e fracassos em suas apostas por parte principalmente de investidores inexperientes.

Os Bancos de Investimentos e “Casas” de análises produzem uma quantidade enorme de relatórios e gráficos que podem custar caro e que na maior parte das vezes, não são devidamente utilizados por estes investidores.

Os investidores devem verificar se estes provedores de conteúdo estão devidamente registrados em seus respectivos órgãos reguladores a prestarem estes serviços.
Após definirmos quanto alocaremos em Renda Fixa ou Renda Variável, devemos ter em mente alguns cuidados para aqueles que decidirem pela compra direta do papel de empresas no mercado secundário.

Bolsa: Erro 1

Assim, vamos ao primeiro e mais comum dos erros: querer resultados no curto prazo!

Alguns investidores até conseguem resultados em um curtíssimo prazo. Eles se utilizam de operações de “Day Trade”, que é a compra e a venda de suas posições dentro de um mesmo pregão. Estes investidores são considerados experts ou “profissionais”. Eles em geral têm tempo, ferramentas e sistemas apropriados para acompanhar o melhor momento de venda após as suas entradas em “posições compradas”.

O investidor em ações deve ter mente que poderá demorar até três anos para obter retorno em seus investimentos realizados em Bolsa de Valores. O mercado é cíclico e pode ser que o momento de entrada não tenha sido o melhor e o investidor tenha que ficar um tempo sem “realizar” seus investimentos.

Bolsa: Erro 2

Um segundo erro muito comum é não diversificar as suas escolhas.

Está academicamente comprovado que a diversificação dá um maior retorno a um Portfolio (uma carteira de papéis).
Exemplificando, neste momento de pandemia aquelas pessoas que fizeram opção por investir em papéis de empresas aéreas tiveram prejuízos de até 70% do valor de mercado de suas posições.

É muito importante diversificar o risco quando possível. Existe um risco intrínseco a todas as ações e que não é possível diversificar, como por exemplo se houver um discurso de uma autoridade monetária de um determinado país em que ele diz que a economia irá entrar em recessão, e neste caso todo o mercado será afetado.

Bolsa: Erro 3

Um terceiro erro bastante cometido é vender as posições por qualquer motivo!

A maior parte dos investidores não tem “pulso firme” para passar por um momento de turbulência. Nestes momentos de pânico é muito comum os investidores darem ordem de venda e realizarem os prejuízos. Caso tivessem tido autocontrole e paciência poderiam realizar uma perda menor, ou mesmo reverterem os seus prejuízos.
Lembre-se: é recomendado esperar que a tempestade passe.

Bolsa: Erro 4

O quarto e o mais importante de todos os erros, é o fato das pessoas não respeitarem os seus perfis de investidores: todos nós temos uma maior ou menor propensão a correr riscos.

Os Bancos e Corretoras tem hoje um questionário que é conhecido pela sigla API, que quer dizer Análise de Perfil do Investidor. Ao responder a uma série de perguntas o investidor deixa caracterizado se tem uma maior aversão a perda. Havendo aversão, ele deve direcionar uma maior parte de seus recursos para o mercado de renda fixa.
É muito comum que os investidores se inspirem nos ganhadores que operam no mercado de ações e muitas vezes preenchem o API com informações de que estão dispostos a correr riscos, quando na verdade não estão. Assim muitas vezes alteram o perfil conservador ou moderado para agressivo, para poderem ter acesso ao mercado de maior risco.

Para encerrar, devemos alertar também para alguns erros menos frequentes como: endividar-se para investir e desprezar custos de operar na Bolsa de Valores, que podem também trazer prejuízos aos investidores.

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