quarta-feira, 19 de janeiro de 2022
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Vitória

    Tudo o que você sempre quis saber sobre cápsulas e ninguém nunca lhe disse

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    Nesta coluna vamos falar um pouco sobre aquela parte superior que envolve o gargalo das garrafas de vinho, a cápsula.

    Fabricada com materiais diversos, dentre eles plástico, alumínio, estanho, polietileno, pvc (policloreto de vinila), etc, a cápsula tem várias funções: decoração, proteção e conservação para a rolha. Se você, apreciador de vinhos, retirar a cápsula inteira – nem sempre esta ação é possível – ou com um cortador de lacre próprio para esta finalidade, observará pelo menos um furinho – em algumas cápsulas este número pode chegar a quatro – e talvez o leitor tenha a curiosidade de saber o motivo da existência deles, até então, não observados.

    Cortador de lacre de garrafa de vinho – Foto: Reprodução
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    Vamos tentar esclarecer de uma forma bem simples a finalidade deles. Um desses motivos: a cápsula é fixada no gargalo das garrafas dos vinhos por pressão. Então, esses furos servem para deixar escapar o ar que se acumula durante o processo de engarrafamento podendo até deteriorar o encapsulamento ou afetar negativamente o vinho.

    Foto: Reprodução

    Um outro motivo: talvez alguma vez o leitor tenha aberto uma garrafa de vinho e não ter consumido tudo, e, se perguntado o que fazer com o vinho que sobrou na garrafa? Automaticamente, você usa a própria rolha que sacou da garrafa e a devolve para o gargalo e a geladeira. Desta forma achamos que estamos protegendo o vinho, mas, na realidade, estaremos diminuindo consideravelmente a vida da bebida. Por quê? Quando se abre uma garrafa de vinho, o INS 220 (anidrido sulfuroso, SO2) injetado no vinho durante o processo de engarrafamento para conservar o produto, exala por completo e em seu lugar entra o oxigênio. Aí o espaço que ficará entre o vinho e a rolha fará com que o oxigênio acelere o que os franceses chamam de bouchonée, avinagrar o vinho. Se ao invés da rolha usarmos a cápsula (foto acima), esses “desconhecidos” furinhos farão com que o oxigênio saia lentamente da garrafa, acrescentando um tempo maior de vida útil à bebida, possibilitando ao leitor degustar o que sobrou do vinho guardado na geladeira.

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    Bom, caro leitor, o ideal é consumir todo o vinho quando se abre uma garrafa. Caso isto não seja possível, uma boa maneira de se guardar o que sobrou é seguir as orientações acima mencionadas.

    Até a próxima semana, mas, se beber, não dirija!

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