quarta-feira, 19 de janeiro de 2022
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Vitória

    Réveillon combina com champanhe

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    Depois de um ano ainda marcado pela pandemia da Covid-19 algumas capitais brasileiras cancelaram a famosa queima de fogos, atitude responsável destes governantes para se evitar a aglomeração e consequentemente diminuir a chance de contágio pela nova cepa, Ômicron, da Covid ou da gripe influenza.

    Mantendo-se todos os cuidados necessários não vemos nenhum problema das famílias comemorarem a passagem de ano festejando e acreditando que 2022 será realmente um ano próspero. E para comemorarem o réveillon, a coluna não poderia jamais deixar passar em brancas nuvens importante acontecimento falando sobre o vinho que é sinônimo de comemoração o champanhe ou espumante.

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    Vamos lá! O champanhe é um vinho branco gaseificado produzido a partir de três uvas: duas tintas, a Pinot Noir e a Pinot Meunier, e a branca Chardonnay. Bem, cabe aqui mais uma explicação. Por que o champanhe é um vinho branco elaborado através de duas uvas tintas? Porque antes da prensagem é retirada a casca das uvas tintas. Se observarmos, a cor da polpa da fruta é branco-pérola, portanto, este é o motivo de o champanhe ser considerado vinho branco. Então, a partir do ano de 1927, somente os espumantes produzidos na região nordeste da França, em Champagne, poderiam ter esta denominação, mesmo que em outros países fosse utilizado o mesmo método o champegnoise tradicional ou clássico. Mesmo assim não poderiam mais constar em seus rótulos a palavra champanhe.

    Dom Pérignon (1638-1715), monge francês beneditino, não era viticultor nem alquimista, mas um apaixonado pela enologia. Atribui-se a ele a descoberta, por acaso, do método de vinificação dos vinhos efervescentes. Procurando desenvolver um método mais limpo e mais estético, Dom Pérignon teve a ideia de derreter cera de abelha no gargalo das garrafas. Com esta técnica, assegurava uma perfeita vedação. Ao fim de algumas semanas a maior parte das garrafas explodiu, deixando o monge perplexo. Algum tempo foi necessário para que ele descobrisse que o açúcar contido na cera de abelha, em contato com o vinho, tinha provocado uma segunda fermentação na garrafa. Àquela época as garrafas não tinham uma parede de vidro espessa como as de hoje, incapazes de resistirem à pressão do CO2 (dióxido de carbono ou gás carbônico), fruto da transformação química dos açúcares em álcool. Há males que vêm para o bem. Talvez não fosse essa feliz “má sorte”, Dom Pérignon não teria descoberto o método champegnoise, ou seja, a descoberta do champanhe. Também é atribuído ao monge a invenção da rolha de cortiça, para substituir o feixe de madeira enrolado em barbante para vedar o gargalo da garrafa.

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    Há quem diga que Dom Pérignon não foi o descobridor do método champegnoise, muito menos da invenção da rolha de cortiça, mas prefiro acreditar que tenha sido ele o mágico descobridor deste tipo de vinho que nos faz ver estrelas, mesmo de dia. Afinal, o famoso monge beneditino foi homenageado com seu nome num dos melhores champanhes do mundo e com uma estátua de bronze em frente da famosa maison, Moët & Chandon, detentora da marca do famoso e celebrado champanhe, Dom Pérignon.

     

    Foto: Reprodução
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    Napoleão Bonaparte sempre sabrava uma garrafa de champanhe (ato de estourar o champanhe com o sabre) para comemorar suas vitórias. É muito conhecida uma frase de sua autoria: Na vitória, você o merece, na derrota, você precisa dele.

    Você não precisa fazer como Napoleão, ou como este colunista, mas, “estoure” um champanhe ou espumante e brinde, celebre, comemore. Mas lembre-se, bebida e direção não se comemora.

    Boas festas e feliz 2022!

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    2 COMENTÁRIOS

    1. Que em 2022 possamos continuar a ver estrelas mesmo de dia. Aproveito para desejar uma excelente virada de ano e que realmente possamos renovar nossas esperanças em um futuro melhor. Desejo muita saúde e vitalidade para nós!!!!!!

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