quarta-feira, 18 de maio de 2022
21.9 C
Vitória

Réveillon combina com champanhe

Depois de um ano ainda marcado pela pandemia da Covid-19 algumas capitais brasileiras cancelaram a famosa queima de fogos, atitude responsável destes governantes para se evitar a aglomeração e consequentemente diminuir a chance de contágio pela nova cepa, Ômicron, da Covid ou da gripe influenza.

Mantendo-se todos os cuidados necessários não vemos nenhum problema das famílias comemorarem a passagem de ano festejando e acreditando que 2022 será realmente um ano próspero. E para comemorarem o réveillon, a coluna não poderia jamais deixar passar em brancas nuvens importante acontecimento falando sobre o vinho que é sinônimo de comemoração o champanhe ou espumante.

Vamos lá! O champanhe é um vinho branco gaseificado produzido a partir de três uvas: duas tintas, a Pinot Noir e a Pinot Meunier, e a branca Chardonnay. Bem, cabe aqui mais uma explicação. Por que o champanhe é um vinho branco elaborado através de duas uvas tintas? Porque antes da prensagem é retirada a casca das uvas tintas. Se observarmos, a cor da polpa da fruta é branco-pérola, portanto, este é o motivo de o champanhe ser considerado vinho branco. Então, a partir do ano de 1927, somente os espumantes produzidos na região nordeste da França, em Champagne, poderiam ter esta denominação, mesmo que em outros países fosse utilizado o mesmo método o champegnoise tradicional ou clássico. Mesmo assim não poderiam mais constar em seus rótulos a palavra champanhe.

Dom Pérignon (1638-1715), monge francês beneditino, não era viticultor nem alquimista, mas um apaixonado pela enologia. Atribui-se a ele a descoberta, por acaso, do método de vinificação dos vinhos efervescentes. Procurando desenvolver um método mais limpo e mais estético, Dom Pérignon teve a ideia de derreter cera de abelha no gargalo das garrafas. Com esta técnica, assegurava uma perfeita vedação. Ao fim de algumas semanas a maior parte das garrafas explodiu, deixando o monge perplexo. Algum tempo foi necessário para que ele descobrisse que o açúcar contido na cera de abelha, em contato com o vinho, tinha provocado uma segunda fermentação na garrafa. Àquela época as garrafas não tinham uma parede de vidro espessa como as de hoje, incapazes de resistirem à pressão do CO2 (dióxido de carbono ou gás carbônico), fruto da transformação química dos açúcares em álcool. Há males que vêm para o bem. Talvez não fosse essa feliz “má sorte”, Dom Pérignon não teria descoberto o método champegnoise, ou seja, a descoberta do champanhe. Também é atribuído ao monge a invenção da rolha de cortiça, para substituir o feixe de madeira enrolado em barbante para vedar o gargalo da garrafa.

Há quem diga que Dom Pérignon não foi o descobridor do método champegnoise, muito menos da invenção da rolha de cortiça, mas prefiro acreditar que tenha sido ele o mágico descobridor deste tipo de vinho que nos faz ver estrelas, mesmo de dia. Afinal, o famoso monge beneditino foi homenageado com seu nome num dos melhores champanhes do mundo e com uma estátua de bronze em frente da famosa maison, Moët & Chandon, detentora da marca do famoso e celebrado champanhe, Dom Pérignon.

 

Foto: Reprodução

Napoleão Bonaparte sempre sabrava uma garrafa de champanhe (ato de estourar o champanhe com o sabre) para comemorar suas vitórias. É muito conhecida uma frase de sua autoria: Na vitória, você o merece, na derrota, você precisa dele.

Você não precisa fazer como Napoleão, ou como este colunista, mas, “estoure” um champanhe ou espumante e brinde, celebre, comemore. Mas lembre-se, bebida e direção não se comemora.

Boas festas e feliz 2022!

- Publicidade -

2 COMENTÁRIOS

  1. Que em 2022 possamos continuar a ver estrelas mesmo de dia. Aproveito para desejar uma excelente virada de ano e que realmente possamos renovar nossas esperanças em um futuro melhor. Desejo muita saúde e vitalidade para nós!!!!!!

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Moderação de comentário está ativada. Seu comentário pode demorar algum tempo para aparecer.

Relacionados

- Publicidade -