quarta-feira, 19 de janeiro de 2022
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Vitória

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    Pode parecer estranho, mas é exatamente isso que tem ocorrido comigo, com você, com o seu vizinho, com as pessoas um pouquinho mais sensatas e responsáveis, que vivenciaram com intensidade toda a fase do isolamento, se isolando mesmo!

    Com o sucesso da vacinação e esperança de dias melhores, foi dada a largada para um novo momento. Porém, nem todos voltaram a essa espécie de normalidade.

    Na verdade, existe um número elevado de pessoas com doenças psicológicas, síndromes de múltiplas espécies. Doenças essas que, travam as pessoas, causam bloqueios de vários tipos e, mesmo sem perceber, há pessoas que não conseguem dar prosseguimento à vida em função desses fantasmas que assombram as mentes que estão cansadas de tantas desinformações, fake news, pessoas maliciosas e perniciosas, e as notícias aterrorizantes em geral.

    O confinamento veio sem avisar, as pessoas não estavam preparadas, e não tínhamos noção desse tipo de realidade, além dos males que esse confinamento poderia nos causar. Medo de tudo, medo do outro, medo do mundo que nos rodeia!

    Há pessoas como eu, como você, que não nos sentimos completamente à vontade, não estamos de alma livre para o retorno total das atividades. Logicamente que essa dificuldade de retorno total ao convívio social nos deixa bastante inseguros em muitas situações, queremos voltar para casa, para nosso refúgio, muitas vezes olhar a vida pela janela, porque só assim temos essa falsa ideia de segurança.

    Mas não podemos esquecer que precisamos trabalhar nossas adoráveis cabeças, tornar a vida mais leve, nos dar o direito de caminhar na praia, receber o vento no rosto, deixar as ideias fluírem ou voarem para dar espaço a mais humor, alegrias, melhores momentos.

    Efetivamente, muitas pessoas passaram pela doença, foram contaminadas e não sabem como ou onde, algumas famílias passaram por muitas perdas, muitas dores na alma, e agora para transpor esse beco escuro, existe sim uma grande dificuldade.

    Existem projetos lindos e, inclusive, muitos serviços gratuitos de apoio às pessoas acometidas pelas síndromes advindas do processo de isolamento. Há profissionais se dedicando muito ao estudo dessas mudanças comportamentais. Resta-nos procurar assistência para nossos males da alma, do espírito, trabalhar nossa preciosa cabeça, e sairmos bem de toda essa loucura que desencadeou as crises de ansiedade ao chegar ao portão, ao ver alguém se aproximar, ao nos tornarmos vítimas duas vezes!

    Precisamos reagir, enfrentar o mundo ao nosso redor, sempre com reservas e cuidados especiais, pois os problemas existem, doenças existem em todos os lugares. Mas, se pudermos cuidar bem das nossas cabeças, teremos um bom caminho andado!

    Os sintomas lembram muito bem a “síndrome da cabana” que define o fenômeno do medo intenso das pessoas em interagir com outras pessoas, medo do outro, exalando pelos poros os sintomas de ansiedade!

    Importante: há cura!

    É preciso se cuidar, voltar a viver, sonhar, se relacionar com as pessoas, buscar ser feliz, mais leve, mais saudável!

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