quarta-feira, 18 de maio de 2022
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Estado vai ofertar 100 mil cirurgias eletivas este ano; número pode subir com mutirão

Cerca de 100 mil cirurgias eletivas devem ser realizadas na rede pública de saúde do Espírito Santo até o final do ano. Essa é a meta estipulada pelo Governo estadual e surge para retomar o ritmo de intervenções cirúrgicas anterior à pandemia de Covid-19, responsável por seguidas suspensões do serviço desde o início da crise sanitária. Os procedimentos começam a ser realizados no dia 1° de abril e vão até 31 de dezembro.

O anúncio foi feito pelo secretário de Estado da Saúde (Sesa), Nésio Fernandes, em sua entrevista coletiva semanal para atualizar informações sobre o combate ao coronavírus. Fernandes destacou que antes da pandemia eram realizadas, anualmente, entre 90 mil e 100 mil cirurgias eletivas. Agora, o objetivo é atingir esse patamar em apenas nove meses.

“A nossa retomada, a partir do dia 1° de abril até o dia 31 de dezembro deste ano, pretende realizar 100 mil cirurgias eletivas ordinárias. É o reconhecimento de que a nossa nova capacidade instalada de serviços de saúde poderá garantir a oferta de 100 mil cirurgias para retomada da garantia do acesso à população capixaba”, disse.

Rede revitalizada

Segundo o secretário, a corrida por melhorias da infraestrutura para dar suporte aos casos de Covid-19 deixou uma “rede de serviços revitalizada, expandida, ampliada dentro do sistema de saúde sob gestão do Governo do Estado do Espírito Santo”.

Para Fernandes, o incremento do serviço público de saúde no estado permitirá ainda a realização de um mutirão dessas cirurgias, sejam elas ofertadas em hospitais próprios, filantrópicos ou privados regulados pela Sesa.

“Nós não temos dúvida nenhuma de que hoje vivemos num sistema de saúde mais fortalecido, mais eficiente, integrado e que, sem dúvida, irá garantir mais acesso à população que necessita das cirurgias de todos os tipos que são ofertadas pela saúde pública no Espírito Santo”, complementou.

 O anúncio do mutirão está programado para a próxima semana – ainda sem dia específico definido – e será feito pelo governador Renato Casagrande em evento. Por ora, está a cargo da Sesa a elaboração e conclusão do projeto a ser divulgado.

Tanto a retomada – em menor tempo – da quantidade de cirurgias eletivas realizadas anualmente quanto o mutirão a ser anunciado vêm após alguns períodos de interrupção do serviço.

“Durante o enfrentamento da pandemia durante os anos de 2020, 2021 e neste ano, nós tivemos momentos de redução da oferta de cirurgias eletivas. Devido, principalmente, ao alto absenteísmo de trabalhadores, ao comprometimento da oferta de serviços que estavam garantidos para atender pessoas atingidas pela Covid-19 e também por outras doenças, as cirurgias eletivas foram suspensas também nesta quarta onda”, afirmou Fernandes.

De fato, a última suspensão ocorreu já durante a quarta onda de casos, internações e óbitos por Covid-19. Em 30 de janeiro deste ano, a Sesa publicou a Portaria 021-R, na qual interrompia por 14 dias a realização das cirurgias eletivas tanto na rede pública estadual quanto na rede privada – nesta, a suspensão só ocorreria se as unidades alcançassem 85% de ocupação hospitalar e das Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) ou o número de trabalhadores afastados pela doença prejudicasse o atendimento.

A medida veio para frear o recrudescimento da pandemia. À época, mais de 80% dos 680 leitos hospitalares disponíveis – entre de enfermagem e Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) – em todo o estado estavam ocupados.

A portaria considerava cirurgias eletivas essenciais e não essenciais as que podem esperar até 90 dias para serem realizadas. Apenas os procedimentos oftalmológicos foram mantidos. De acordo com o texto, o prazo para realização das cirurgias era classificado da seguinte forma:

  • Cirurgias de emergência (em até uma hora);
  • Cirurgia de urgência (em até 24 horas);
  • Cirurgias de urgência eletiva (dentro de duas semanas);
  • Cirurgias eletivas essenciais (no prazo de 3 a 8 semanas);
  • Cirurgias eletivas não-essenciais (em até 3 meses);
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