terça-feira, 17 de maio de 2022
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Associação comemora fim da exigência do uso de máscaras em academias do ES

A Associação Capixaba das Academias de Ginástica do Espírito Santo (Acages) comemorou a decisão do Governo de liberar a exigência do uso de máscaras pelos clientes nesses estabelecimentos. A medida vale apenas para os municípios em risco baixo para a Covid-19, o que, na prática, acaba servindo para todo o Estado, já que nenhum município está acima da faixa amarela no atual Mapa de Risco em vigor.

Presidente da entidade, o empresário e proprietário de academia Carlos Andrião classificou a decisão como “ótima”, destacando o trabalho da associação junto ao Governo estadual para reverter a obrigatoriedade do uso do item de proteção facial.

“Uma notícia ótima que tivemos hoje. Esse é um trabalho que a associação vinha fazendo junto ao Governo, com a secretária de Turismo (Setur) Lenise Loureiro, para que a gente saísse dessa obrigação o mais rápido possível”, disse o presidente.

Andrião explica que a exigência de máscaras afastou muitos alunos das academias, já que o equipamento, segundo ele, é um “incômodo para a prática de exercícios físicos”. A Acages estima em torno de 30% a redução do número de clientes nas academias.

“Nós estimamos que em torno de 30% dos alunos não voltaram. Não é simplesmente pelo uso da máscara, mas também outros fatores, porque a gente lida com hábitos e costumes das pessoas. Por exemplo, quando paramos, é mais difícil retomar um exercício físico. Assim, não voltam e não se mantêm saudáveis”.

As discussões com o Governo do Estado não começaram agora, mas desde o dia 10 de março, data em que é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo, a entidade  intensificou as conversas para tornar facultativo o uso de máscaras. “Pessoas fisicamente ativas respondem melhor à Covid-19 e a sua vacina. Há estudos que falam sobre isso”.

O advogado Vinícius Lempé tem nos exercícios físicos alguns de seus principais prazeres. Ao ingressar em uma academia para mudar de vida e largar o sedentarismo, não se via mais longe desses espaços. Com a pandemia e as restrições para conter o avanço do coronavírus, ele se sentiu prejudicado e, mesmo com a liberação da atividade, a praticar atividade física de máscara não lhe agradava, apesar de entender sua necessidade.

“Sempre fui contra a prática de exercícios físicos com o uso de máscaras, principalmente aquelas que envolvem algum tipo de intensidade, como a musculação, porque, além de prejudicar a respiração e o desempenho, a máscara fica suada e perde sua função protetora. Entretanto, a obrigatoriedade era compreensível, dado o momento pandêmico e trágico que o país viveu. Com o avanço da vacinação e a exigência do passaporte da vacina, acho que veio em boa hora essa dispensa tendo em vista que os números de casos, internações e óbitos caíram, as pessoas estão vacinadas. Já há uma segurança para isso e a decisão foi correta”, disse Lempé.

Professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), a pós-doutora em epidemiologia Ethel Maciel considera que, apesar da liberação, é preciso que as pessoas avaliem os riscos a que estão sujeitas, de acordo com a condição de saúde particular e também as características do local em que fazem seus exercícios.

“Se a academia for em local fechado, com pouca ventilação continuo com a mesma opinião. As pessoas precisarão avaliar seu risco individual: se forem imunossuprimidos, idosos ou querem evitar infecção devem continuar usando. A pandemia continua”, alertou.

Portaria

O uso de máscaras deixou de ser obrigatório em academias localizadas nos municípios capixabas classificados como de baixo risco para transmissão da Covid-19. A decisão é da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e foi publicada na edição desta quinta-feira (24) do Diário Oficial do Espírito Santo (DIO-ES) na forma da Portaria n° 013-R.

Na prática, o item de proteção não é mais exigido em nenhum desses estabelecimentos em todo o território espírito-santense, já que, de acordo com o 99° Mapa de Risco da covid-19, não existem mais cidades acima da faixa verde – das 78, são 66 em risco baixo e 12 em risco muito baixo (nestes a máscara não é obrigatória tanto nos locais fechados quanto nos ambientes abertos). Ou seja, a exigência está condicionada à matriz de risco estadual.

Portaria n° 013-R no Diário Oficial (DIO-ES) – Foto: Reprodução/DIO-ES

Liberação

Na primeira quinzena de março, o governador Renato Casagrande anunciou a liberação do uso de máscaras em ambientes abertos nos municípios em risco baixo. A medida passou a valer no dia 14, mas a dispensa do equipamento não valia em ambientes fechados e nas cidades acima da faixa verde.

Em Afonso Cláudio, Brejetuba, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Itaguaçu, Itarana, Laranja da Terra, Marechal Floriano, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa e Venda Nova do Imigrante, o item não é mais obrigatório em nenhum tipo de ambiente, seja ele aberto ou fechado. Todos esses municípios alcançaram metas de vacinação contra a covid-19 estipuladas pelo governo do Estado na Matriz de Risco.

Estado volta a não ter nenhum município acima de risco baixo – Imagem: Governo do ES

Números

Até o final da tarde desta quinta, o Espírito Santo tinha 14.313 óbitos por Covid-19 e 1.035.955 casos da doença confirmados. Os dados constam no Painel Coronavírus, do Governo do Estado, plataforma alimentada diariamente pela Sesa com informações repassadas pelas secretarias municipais de Saúde.

Segundo o boletim, foram aplicadas até o momento 7.528.131 doses de vacinas contra a Covid-19 em todo o Estado. Do total, 3.249.378 (82,62% da população apta à imunização) em primeira dose, 2.864.105 (75%) em segunda dose e 1.306.463 doses de reforço.

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