quinta-feira, 19 de maio de 2022
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Projeto Praia Legal promove inclusão de cadeirantes e de pessoas com mobilidade reduzida

A cadeira de rodas não é mais empecilho para que o Leandro Reis chegue até o mar e dê um refrescante mergulho nestes dias quentes de verão. Graças ao projeto Praia Legal cadeirantes ou pessoas com mobilidade reduzida, têm a oportunidade de viver a experiência do contato com o mar com menos dificuldade.

O projeto praia legal, teve início em 2010, a partir de uma iniciativa da Prefeitura Municipal de Vila Velha junto com o Núcleo de Estudos e Práticas da Universidade Vila Velha e o Movimento Vida Nova Vila Velha. Na época, foi feito um diagnóstico no local para identificar a barreiras físicas e o melhor local para propiciar o banho de mar. Estes são os principais problemas que inibem as pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida o direito de ter acesso à praia. E o objetivo do projeto era exatamente garantir o acesso à praia.

Levando em conta a tipologia da área, a Praia da Sereia, que fica próximo ao Clube do Libanês, foi escolhida para o Projeto. São cerca de 200 metros no mar adentro com rochas que mantém o mar calmo e com poucas ondas. Além disso, há uma faixa de areia longa que propicia atividades esportivas e de lazer.  

Hoje, 12 anos após os primeiros passos do projeto, a inciativa conta com três cadeiras de rodas flutuadoras – investimento de R$ 21 mil – 10 guarda-vidas e três auxiliares. São realizados em média entre 15 a 30 atendimentos por dia, o número varia conforme o clima, segundo os organizadores do projeto.

O coordenador do projeto Praia Legal, Heder Tonini Matias,  explica que o projeto visa garantir acesso e inclusão às pessoas com dificuldade de locomoção. “Aqui acolhemos todas as pessoas que tenham dificuldade de locomoção ou qualquer tipo de deficiência e promovemos o acesso ao banho de mar, ao banho de sol na areia da praia, à natação e outros”, explica. 

Com a pandemia o projeto foi paralisado. As atividades retornaram em dezembro passado.  O espaço foi revitalizado. Vale destacar a nova cobertura, revestimento do piso, equipamentos e sinalização. A ideia é manter os serviços durante o ano todo.

De acordo com o subsecretário de Esporte, Fábio Luiz, “essas intervenções criaram condições para que todos os cidadãos possam usufruir de lazer e convívio social de maneira equitativa em Vila Velha”.

O projeto Praia Legal funciona de quarta a domingo, das 8 às 16 horas, de forma gratuita. As inscrições são realizadas no local.   

Usuários

O Leandro Reis sofreu um acidente e passou a ter que conviver com a cadeira de rodas. Para ele, o projeto ressignificou sua vida. “O projeto é excelente e atende todos os cadeirante. Eu  participo do projeto desde o início. Tem toda uma equipe que nos ajuda e dá ânimo para sempre voltarmos. Procuro vir todos os dias aqui, exceto os dias de chuva, pois é difícil chegar até aqui”, relata.  

O usuário Leandro Reis sendo carregado até o mar para se banhar na Praia da Sereia. Foto: Lucas Denadai

O paratleta, Marcos Vinícius também utiliza o serviço desde o primeiro dia que o projeto retornou. “Maravilhoso. Muito bom. Me exercitar na água é bom demais!”, afirma.

Mudanças

A prefeitura realizou algumas readequações nos arredores do projeto. As adaptações básicas como a rampa e o ponto de ônibus mais próximo são algumas delas. O secretário de Turismo, Esporte e Cultura da Prefeitura de Vila Velha, Paulo Renato Fonseca Júnior, ressalta que as adequações facilitaram a vida dos usuários. “Antes, quem precisava do serviço acessava ou descia do coletivo em um trecho de calçada curto e sem-abrigo. Ainda atravessava por uma área de estacionamento. No novo ponto, o acesso é direto no calçadão, com sombra e assento”, explica.  

Os arredores das instalações foram todos adaptados para dar acessibilidade aos usuários. Foto: Lucas Denadai

Segundo o coordenador do Praia Legal a expectativa é de que no futuro outros profissionais de outras áreas possam contribuir com o projeto. “Estamos tentando também conseguir mais profissionais para ajudar nos trabalhos, como um assistente social para dar auxílio nas relações dos prestadores de serviço aos usuários”, finalizou.

 

 

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