Análise do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro de 2021

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 Análise do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro de 2021

Foto: Reprodução

O Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na manha desta sexta-feira (8) a inflação de setembro medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Desde setembro de 1994 que o índice não era tão alto neste mês. Portanto há exatos 27 anos não tínhamos em setembro uma inflação tão elevada.

A taxa ficou em 1,16%. No mês anterior, agosto, a taxa tinha sido de 0,87%. Neste ano de 2021 a taxa já acumula 6,9%. Se formos pegar os últimos 12 meses ela ultrapassa um único digito e vai a 10,25%.

De 38 Instituições Financeiras e Consultorias consultadas pelo jornal Valor Econômico, era esperada que a taxa fosse ficar entre 1,13% a 1,42%.

Em dezembro de 2020 a taxa tinha apresentado uma alta também expressiva de 1,35%.

Quando vamos decompor o que está dentro dos 1,16% da taxa mensal vemos que 1,93% é causado pelo aumento da gasolina. A energia elétrica representa 1,25%. As carnes representam 0,67% e o gás de cozinha 0,38%.

É praticamente impossível que um cidadão não sinta no bolso este aumento. Principalmente nos preços da comida, dos combustíveis e na conta de energia.

Este aumento generalizado nos preços não é, entretanto, uma exclusividade dos brasileiros. Os franceses, os ingleses e os americanos estão experimentando esta carestia também.

O próprio departamento econômico do FMI já informou que vamos conviver com inflação alta até meados de 2022.

Dos nove grupos pesquisados, somente um apresentou uma pequena deflação. Foi o grupo de educação.

Difícil é acreditar que a um ano atrás a alta acumulada em 12 meses estava em 3,41%.

Uma observação a fazer é a de que o índice de difusão caiu de 72% para 65%. Mas o que isto quer dizer?

O índice de difusão mede quanto do aumento está distribuído dentro dos itens apurados.

Dentre os 377 produtos e serviços que são pesquisados, neste último mês somente 245 itens da cesta subiu, frente a 271 do mês anterior. Ou seja, 26 itens a menos do que no mês anterior.

A boa notícia é de que, de acordo com o mercado, estamos vivendo a parte mais alta da curva inflacionaria, portanto, a tendência de agora em diante é de queda.

Um outro indicador que também é apurado pelo IBGE e divulgado hoje foi o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) que é utilizado para reajustes salariais de diversas categorias e também para reajustar os benefícios do INSS. O indicador apurou 1,20% em setembro, no ano já acumula uma alta de 7,21% e nos últimos 12 meses variou 10,78%.

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